Publicado 05 de Outubro de 2020 - 14h03

Por AFP

Milhares de sírios, incluindo famílias de jihadistas do grupo do Estado Islâmico (EI), serão liberados do campo de deslocados de Al Hol (nordeste da Síria), anunciaram as autoridades curdas locais nesta segunda-feira.

Nos últimos meses, várias ONGs deram o alarme sobre as condições de vida e a falta de atendimento médico no campo de Al Hol, onde 64.377 pessoas vivem na pobreza, segundo dados da ONU.

Isso inclui cerca de 24.300 sírios, milhares de iraquianos e crianças. Alguns são pessoas deslocadas que fugiram dos combates entre as forças curdas e o EI e não têm para onde ir, outros são parentes ou amigos próximos dos jihadistas.

Em 6 de agosto, os primeiros casos de coronavírus foram encontrados em Al Hol. Desde então, dois moradores contraíram o vírus, assim como vinte trabalhadores, principalmente profissionais de saúde, de acordo com um relatório da ONU no final de setembro.

"Os sírios deixarão o campo de Al Hol e apenas os estrangeiros deslocados ficarão lá", disse à AFP Riyad Derar, co-presidente do Conselho Democrático Sírio, braço político da coalizão militar dominada pelos curdos que controla o nordeste do país.

"As famílias sírias de combatentes do EI também serão libertadas", acrescentou ele, sem fornecer detalhes sobre o mecanismo ou cronograma para lançar esta iniciativa, que ainda está em discussão.

Os combatentes presos não estão preocupados com a medida. Derar disse que os iraquianos terão permissão para sair se quiserem, mas muitos preferem ficar por medo de serem presos no Iraque por seus supostos vínculos com o EI.

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