Publicado 17 de Setembro de 2020 - 19h05

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) promove, desde a última terça-feira, 15 de setembro, três novos roteiros virtuais de visitação inspirados nas exposições de Antonio Dias, Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM - 20 anos e roçabarroca, de Thiago Honório (também disponíveis no Google Arts & Culture ).

Atualmente, o museu conta com duas visitas educativas virtuais disponíveis: sobre o Jardim de Esculturas e o painel d'OsGêmeos. A ação faz parte do Programa de Visitação do museu, realizado pelo MAM Educativo, que oferece, desde o início do período de distanciamento social, uma programação fixa e recorrente de encontros virtuais, mediados por educadores.

As visitas ocorrem às terças e quintas-feiras, às 10h30, e quartas e sextas-feiras, às 14h30, por videoconferência, mediante agendamento prévio e disponibilidade. Os encontros são destinados às escolas e/ou grupos acima de 10 pessoas. Os interessados podem agendar a atividade pelo e-mail [email protected]

O Jardim de Esculturas é o acervo permanente a céu aberto do MAM. Sua importância perpassa décadas de aprendizado sobre conservação, mediação no espaço público e ocupação do Parque. Nesta visita virtual, a educadora conduzirá a visita remotamente, compartilhando propostas de leitura de obras e de experiências poéticas relacionadas às esculturas. Projetado por Roberto Burle Marx para receber obras da coleção do MAM, o Jardim de Esculturas foi inaugurado em 1993 e abriga 30 obras numa área de 6 mil m², sendo um dos principais acervos brasileiros expostos a céu aberto. Palavras chaves para o acesso: mam acervo, escultura, jardim.

Em 2010, a entrada do MAM foi repaginada. O público passou a ser recepcionado pelos seres e cenas coloridas e inusitadas criados pelos grafiteiros OsGêmeos. A parede entre a porta de acesso e a Sala de Vidro transformou-se, com a intervenção da dupla, em ponto de visita obrigatório no Parque. A obra, além de ser instigante e atemporal, contribui para atrair ao museu pessoas de diversos lugares, idades e culturas. Palavras-chave: grafite, arte urbana.

Figura de singular trajetória na arte contemporânea brasileira, Antonio Dias (1944 - 2018) é autor de uma obra multimídia, carregada de engajamento social e político, e de ironia e sensualidade. A mostra Antonio Dias: derrotas e vitórias reúne obras emblemáticas, muitas delas raramente exibidas, todas do acervo pessoal do artista.

O título da exposição - Antonio Dias: derrotas e vitórias - remete à gravura que o artista criou para os 20 anos do Clube de Gravura do MAM, em 2006, e deriva de imagens de um filme homônimo. As pinturas, desenhos, instalações e filmes que compõem a mostra revelam, também, temas existenciais recorrentes na pesquisa do artista e conferem o caráter testemunhal à sua obra. Palavras-chave: arte brasileira, multimídia, pintura, vídeo, instalação, engajamento político-social.

Colecionar arte é a possibilidade de olhar para a diversidade humana. Logo, os museus e suas coleções são espaços democráticos que fomentam a reflexão, a convivência das diferenças, o debate sem dogmas, a formação de repertório. O Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM, tendo este foco, foi criado em 2000. Ao completar agora 20 anos e 21 edições, a mostra reúne obras de 107 artistas que passaram a integrar o acervo do museu e também as coleções particulares de pessoas que fazem ou fizeram parte do Clube nessas duas décadas. Olhar em perspectiva as imagens que formam o acervo do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM é uma oportunidade de conhecer a história recente do país. Palavras-chave: fotografia, colecionismo, arte brasileira.

Dentro do Projeto Parede - espaço entre o saguão de entrada do museu e a Sala Milú Villela, o MAM apresenta a instalação roçabarroca (2018/2020), do artista mineiro Thiago Honório. Para a instalação, o artista mineiro reveste as duas paredes que cercam o corredor do museu com taipa de mão e pau a pique, entrelaçando ripas e toras de madeiras com galhos recolhidos no Parque Ibirapuera e vigas de bambu amarrados por sisal ou cipó. O título da obra vem do livro e do poema Roça barroca, ambos da poeta e tradutora Josely Vianna Baptista (1957). Ao unir as duas palavras, a grafia explicita elementos presentes na instalação, como roça, oca, oco, barro e barroca. Palavras-chave: projeto parede, pau a pique, instalação, arte contemporânea. (Da Agência Anhanguera)