Publicado 19 de Setembro de 2020 - 5h30

A pandemia do novo coronavírus desorganizou o cotidiano de todos, exigindo adptações na rotina doméstica, no trabalho e no lazer. O calendário dos grandes temas mundiais, como as eleições, também precisou ser redefinido. No Brasil, prudentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o pleito municipal de outubro para novembro. O primeiro turno será no dia 15 e o segundo, para municípios com mais de 200 mil habitantes, como é o caso de Campinas, foi marcado para o dia 29. Um adiamento necessário para que houvesse mais segurança dos eleitores e de todo o batalhão envolvido na logística das votações.

A verdade é que, num cenário de pandemia, a corrida eleitoral acabou ofuscada pelo tema da crise sanitária e suas implicações econômicas, sociais e humanitárias. Agora, porém, a agenda eleitoral bate à porta.

Em Campinas, o último final de semana foi bastante movimentado, com convenções definindo a composição de pelo menos 12 partidos, além do aval para coligações. O prazo para os partidos definirem seus candidatos a prefeito, vice e vereador terminou na última quarta-feira, dia 16, e as legendas terão até o dia 26 para entrar com pedido de registro das candidaturas.

A expectativa é que o Município tenha na sucessão do prefeito Jonas Donizette (PSB), que ficou oito anos à frente do Palácio dos Jequitibás, um total de 13 concorrentes. Para buscar uma das 33 vagas da Câmara Municipal, é possível que 900 postulantes se candidatem, um número espantoso e que mostra a cobiça por esse caminho legislativo.

Diante da situação atípica proporcionada pela pandemia, a campanha será praticamente digital, com os candidatos usando as suas redes sociais para se apresentar aos eleitores. Os programas de rádio e TV vão ao ar a partir de 27 de setembro, período a partir do qual o processo ganhará mais corpo e interesse.

Independentemente das restrições sanitárias, os canais digitais são um importante instrumento de checagem das plataformas e da vida política de quem está colocando seu nome ao interesse público. Sites de transparência e dos veículos que praticam o jornalismo profissional podem servir de balisador nessa busca.

Em tempos de fake news, é necessário extremo cuidado com as informações que são compartilhadas. A tendência é que o disparo em massa das propostas, ideias e virtudes dos candidatos seja intenso. Separar o joio do trigo é tarefa que o eleitor terá de se acostumar com essa nova cultura digital.