Publicado 11 de Setembro de 2020 - 19h05

O clima seco que castiga Campinas nos últimos dias deverá persistir por mais algum tempo. Ontem, segundo dados da Defesa Civil, a umidade do ar chegou a 13,6% às 15h40, uma das mais baixas dos últimos dias e semelhante à das regiões desérticas — no deserto do Saara, localizado no Norte da África, a umidade é de 10% a 15%. Já a temperatura foi para o alto: 34°C. De acordo com o Cepagri, a previsão para hoje é de predomínio de sol, mas com algumas nuvens no céu. Os termômetros devem ficar entre 20 e 34ºC. A tendência para amanhã é de predomínio de sol e temperaturas entre 21 e 35ºC.

Em comunicado emitido nesta semana, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil informou que a presença do sol e a ausência de nuvens causam uma elevação significativa das temperaturas em todas as cidades de São Paulo. É declarado estado de alerta quando a umidade relativa do ar permanece entre 12% e 20%. A baixa umidade requer cuidados redobrados com a hidratação (ingestão de líquidos, aplicação de hidratantes para a pele, uso de soros especiais para nariz e olhos ressecados) e umidificação de ambientes.

Em Campinas, a última chuva registrada ocorreu em 22 de agosto, quando sete milímetros de precipitação foram contabilizados pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A expectativa para os próximos dias é de zero chance de chuva e o tempo seco deve perdurar até o final do Inverno. Só há indicativo de chuvas para o período entre 21 e 23 de setembro, bem na entrada da Primavera, por causa de uma possível passagem de uma frente fria.

Para Sidnei Furtado, diretor da Defesa Civil de Campinas, mais do que nunca é preciso que a população faça sua parte, já que a grande maioria dos incêndios ocorre em decorrência da irresponsabilidade humana. Segundo ele, é necessário evitar: jogar bitucas de cigarros em áreas de mata ou rodovias, utilizar do fogo para limpeza de terrenos e queima de lixo. Soltar balões, além de proibido, também contribui para o surgimento de queimadas. “Na quarentena, estamos tendo muitas ocorrências de pessoas que estão limpando terrenos e ateando fogo em lixo e de pessoas que estão soltando balões. Isso é um fator diferente dos outros anos”, disse ele.

Furtado explica ainda que o aumento das queimadas também liga um sinal de alerta por causa da pandemia, já que os incêndios, além de afetarem o meio ambiente, também causam problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos. Segundo ele, quanto mais queimadas acontecerem, maiores são as chances de aparecimentos de novos casos de doenças respiratórias e aumento na procura por leitos hospitalares.