Publicado 11 de Setembro de 2020 - 19h05

Dia após dia, semana após semana, desde que a curva do novo coronavírus estacionou e depois declinou em Campinas, a sensação é de que aos poucos a cidade vai retomando parte de sua pujança e de sua rotina mais acelerada. As ruas centrais, com a multidão de máscaras (em sua maioria), e os principais corredores viários dão uma dimensão de que há um movimento de retorno sendo sedimentado. As escolas ainda não voltaram, mas parte da metrópole começa a ter uma agenda pós-pandemia.

Isso se deve, obviamente, às flexibilizações derivadas do Plano São Paulo que, de forma responsável e prudente, vem construindo um novo cotidiano cauteloso e, sobretudo, monitorado.

Em Campinas há indicadores que sustentam esse olhar mais positivo, em que pese aqui e ali haverem desrespeito e relaxamento indevido.

Mas a boa notícia que serve inclusive de parâmetro para permitir os avanços de fase é a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19. Na última terça-feira, esse índice estava em 67,8% em Campinas, um dos menores desde o auge da pandemia. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, dos 323 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19 nas redes pública e particular, 219 estavam ocupados no último dia 8 de setembro. Com isto, há 104 leitos livres somando as redes pública e particular. Os leitos estão divididos da seguinte forma: 1) SUS Municipal — 141 leitos, dos quais 100 estão ocupados, o que equivale a 70,92%. Há 41 leitos livres. 2) SUS Estadual (AME + HC da Unicamp): 68 leitos, dos quais 43 estão ocupados, o que corresponde a 63,24%. Há 25 leitos vagos. 3) Particular: 114 leitos, dos quais 76 estão ocupados, o que equivale a 66,67%. Há 38 leitos livres.

Esse quadro é decorrente de uma série de esforços do grupo de contingenciamento campineiro, com a gestão das pastas estadual e municipal de Saúde, em parceria com a rede privada.

Colabora ainda a própria dinâmica de achatamento da curva, com a queda gradativa dos casos mais graves e também o próprio conhecimento da equipe médica sobre a Covid-19, com resultados mais satisfatórios à medida que se tem mais informações sobre o vírus.

O isolamento social e o respeito ao uso de máscaras compõem os demais pilares dessa ofensiva anti-Covid. As dificuldades de se controlar a pandemia do coronavírus em todo o planeta ilustram o perigo de, agora, no final, baixar a guarda. É preciso, portanto, manter o foco, sem desprezar o protocolo. Campinas precisa estar unida para seguir fazendo a travessia com responsabilidade.