Publicado 24 de Setembro de 2020 - 12h08

Por Agência Anhanguera de Notícias

Bruna Takeuti compôs uma das três canções que formam a suíte inédita

Divulgação

Bruna Takeuti compôs uma das três canções que formam a suíte inédita

A terceira edição do projeto Canção Quebrada do Sesc Campinas traz ao público um pouco da alma e da inspiração de nove importantes músicos do cenário campineiro: Bruna Duarte, Bruna Takeuti, Felipe Silveira, Luciana Viana, Mauricio Cajueiro, Osmário Marinho, Ricardo Matsuda, Rodrigo Duarte e Vinícius Corilow. O que era para ser uma única obra foi transformada em uma suíte inédita em 3 movimentos com as músicas Onde a Vida Passa, de Bruna Takeuti; O Tempo e os Ventos, de Ricardo Matsuda; e Tempo Quebrado, de Luciana Viana. O lançamento ocorre nesta quinta-feira (24), às 19h, no canal do youtube.com/sesccampinas.

O projeto é uma iniciativa que traz a proposta de criação de obras musicais inéditas por artistas de Campinas, evidenciando uma existência imaginada, sem a pandemia. Todo o registro e captação foi feito separadamente na casa dos artistas, utilizando equipamentos não profissionais, como celulares e câmeras simples. “A gravação à distância é uma forma atual de fazer música com segurança e qualidade. O processo como um todo é um pouco demorado pois exige alguns passos: a gravação da guia, as definições de arranjos ou tempos de participação de cada instrumento, o processo individual de criação, a aprovação da ideia, e a gravação. Nosso grupo teve condições de gravar áudios com microfones, mesmo que de forma caseira. A participação do experiente técnico de som Maurício Cajueiro e do editor de vídeo Jords foram essenciais para refinar essa captação caseira que tivemos”, afirma Bruna Takeuti.

Convidados pelo Sesc Campinas para comporem (em grupo) uma obra musical inédita, o resultado foi muito além do esperado. Desde as primeiras conversas, muitas ideias foram compartilhadas e a medida dos desdobramentos e inspirações, não teve jeito: a escolha por três canções foi unânime. “Ficamos empolgados com os resultados e resolvemos, ao invés de uma só canção, escolhermos três que "casaram" bem na temática proposta pelo Matsuda de ser executada em formato de uma suíte, sendo a 1ª com andamento mais livre, a 2ª mais densa e a 3ª finalizando a peça, diz Bruna Takeuti.

Foram centenas de mensagens trocadas pelo whatsapp; idas e vindas de gravações; ajustes na condução dos ritmos e sons de cada instrumento, de cada voz. Desse trabalhasurgiram Onde a Vida Passa, O Tempo e os Ventos e Tempo Quebrado.

Para Felipe Silveira o mais marcante no foi a liberdade no processo composicional entre os músicos. “Enxergo de extrema importância para minha vida e, em específico neste projeto, de uma sensibilidade ímpar ao envolver músicos da região neste momento tão delicado para colaborar com aquilo que podem oferecer de melhor.”

Para Luciana Viana o que mais marcou foi a relação com o tempo e como os processos criativos sobre um mesmo tema podem gerar criações tão diversas. “Ela é composta de pequenas canções sobre o mesmo tema, o tempo, mas cada uma delas de uma perspectiva diferente. Pude observar, em mim e nos parceiros de composição, como cada um lida com o tempo nesse momento de distanciamento. Participar desse processo foi muito rico, principalmente porque estive junto (e longe) de nomes importantes da cena musical de Campinas.”

Como a sintonia com Campinas vem de anos, Ricardo Matsuda faz questão de ressaltar sua relação artística com a cidade. “Cheguei em Campinas em 1984. Cursei Análise de Sistemas na PUC-Campinas. A partir de 1986 comecei a tocar na noite campineira, foram trabalhos com vários músicos, parceiros, cantores e grupos: Kastora, Grupo Soma, Bebeto Von Buettner, Jayme Pladeval, Ivan Vilela, Grupo Anima e tantos outros. Escrevi arranjos para a Orquestra Sinfônica de Campinas entre 1996 e 1999, sob direção de Benito Juarez, e com a mesma orquestra pude participar como compositor e músico do CD Campinas de Todos os Sons, regência do Cláudio Cruz. Ainda que tenha realizado vários trabalhos fora, a partir de Campinas fiz a maior parte de minha produção musical,” conta. Sobre o projeto ele comenta que “a experiência tem proporcionado um grande aprendizado para mim, tanto profissional quanto pessoal. A proposta da curadoria mostrou-se bastante sensível e democrática ao arregimentar músicos de diferentes nichos musicais e gerações. Muitos de nós não nos conhecíamos pessoalmente, apenas “de nome”, dificilmente teríamos formado espontaneamente. Ao meu ver, essa diversidade foi terreno fértil a combustível para um trabalho coletivo e colaborativo, rico e diversificado, de mãos dadas. Fazer isso à distância física, muito nos ensinou e nos preparou melhor para esses tempos difíceis”. A composição dos arranjos foi feita de forma coletiva. (Da Agência Anhanguera)

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