Publicado 23 de Setembro de 2020 - 13h59

Por Agência Anhanguera de Notícias

Cena da peça 'Um Conto Infinito', do repertório do Matula Teatro

Divulgação

Cena da peça 'Um Conto Infinito', do repertório do Matula Teatro

Já estão abertas as inscrições para a experiencia cênica virtual Logo Ali, uma parceria entre o Grupo Matula Teatro e o Sesc Campinas. As apresentações virtuais são realizadas pela plataforma do Zoom nos dias 25 e 26/9 (sexta e sábado), às 19h. Com vagas limitadas, a inscrição é gratuita através do link inscricoes.sescsp.org.br.

Com atuação de Alice Possani, Erika Cunha, Melissa Lopes e trilha sonora de Dudu Ferraz, a cena traz três mulheres em suas casas. Algo se ouve na casa ao lado; uma reação impulsiva e uma tentativa de mudar. No entrelaçar das histórias, fica o convite para refletir sobre a violência que acontece dentro das casas. Quais ciclos estamos dispostos a romper? Que outros mundos são possíveis?

Para Alice Possani, um aspecto positivo do Logo Ali é que esta experiência cênica foi criada desde o início, já no contexto da pandemia e pensada para o meio virtual. “Isso é um pouco diferente de quando a gente pega uma obra que foi criada para o contexto presencial e a muda de suporte. Nesse caso, desde a primeira ideia, todo o processo de criação já foi pensado para esse suporte digital”, explica. E completa dizendo que a expectativa para esta ação está ligada a um desejo de encontrar alguma disponibilidade para um encontro (ou encontros possíveis) em tempos de isolamento social. “Que a gente possa, de alguma maneira, dar as mãos e entender que não estamos sozinhos e que existem encontros artísticos, poéticos, sensíveis e possíveis mesmo em tempo de isolamento social.”

Na construção de projetos para que a arte prevaleça, Alice revela que no momento o grande projeto é sobreviver. “Estamos vivendo um período bastante complicado para as artes da cena, tanto com relação ao contexto pandemia, quanto ao cenário político cultural e a todos os atravessamentos e ataques que o setor cultural vem sofrendo. Acredito que permanecer em atividade e sobreviver é a nossa primeira proposta, como temos feito nos últimos 20 anos e esperamos que por mais 20 anos.

E parte deste grande projeto é o fortalecimento de redes de parcerias. É necessário fortalecer e cuidar dessas parcerias que temos há 20 anos de trajetória, que alimenta todo aspecto de criação do grupo, desde os diretores, atores, atrizes, passando pela produção, pela música, técnica, figurino até chegar ao cenário. Eles são fundamentais para nossa existência. É preciso cuidar e fortalecer essa rede, tanto pelo âmbito artístico e criativo, quanto a rede de articulação com outros fazedores e trabalhadores da cultura, que tem um caráter de criar defesas de políticas culturais. Para isso é preciso estar nas redes da cidade de Campinas, nas redes estaduais e nacionais, dialogando e construindo com outros fazedores, trabalhadores e criadores da cultura,” afirma.

O Grupo Matula Teatro é um coletivo de artistas que, junto a outras referências teatrais, integra a cena artística de Campinas. Realiza, desde 2000, atividades fundamentadas no trabalho do ator que incluem diversos aspectos do fazer teatral no Espaço Cultural Rosa dos Ventos, sede do grupo. Para as criações artísticas o grupo já teve como inspirações o contato com população de rua, mulheres que vivem em assentamentos rurais, famílias de pequenos circos e refugiados saharauis.

Atualmente o Matula Teatro transita em dois campos distintos e complementares: a sala preta (espetáculos de palco) e a rua (intervenções urbanas), experimentando diferentes poéticas e modos de relação entre espectador e espaço cênico. O grupo mantém em repertório: Como se Fosse (2020, direção de Veronica Fabrini, inspirado na obra da dramaturga espanhola Gracia Morales), Um Conto Infinito (2016, direção de Marcelo Lazzaratto, música original de André Abujamra e dramaturgia de Cássio Pires), Jogos Cortazianos (2015, direção de Flávio Rabelo), Imago (2014, co-produção entre Brasil-Chile, com direção de Claudia Echenique e dramaturgia de Leonardo Gonzalez), Exilius (2012, solo de Erika Cunha com direção de Alice Possani), Agda (2011, co-produção com a Boa Companhia) e a intervenção poética Passagens (2011, direção de Moacir Ferraz). O Matula já recebeu apoio de diferentes iniciativas como Circuito Sesc de Artes, vários ProACs (Programa de Ação Cultural) do governo estadual, Virada Cultural, Circuito Cultural Paulista, Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC), Funarte Artes Cênicas na Rua, Prêmio Myriam Muniz, Caixa Cultural, além de apresentações em Sesc, Sesi e festivais de teatro nacionais e internacionais. Os espetáculos, juntamente com oficinas e demonstrações técnicas, vêm sendo realizados em várias regiões do Brasil e no exterior. (Da Agência Anhanguera)

AGENDE-SE

O quê: Logo Ali (Experiência Cênica Virtual)

Quando: Dias 25 e 26/9, às 19h

Onde: Plataforma Zoom

Quanto: Inscrição: gratuita através do link inscrições.sescsp.org.br

Local: pela plataforma do Zoom

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Agência Anhanguera de Notícias