Publicado 12 de Setembro de 2020 - 9h55

Por Maria Teresa Costa

Segundo a atualização do Plano São Paulo realizada ontem pelo governo do estado, todas as regiões de saúde aparecem agora na fase amarela: coronavírus em queda

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Segundo a atualização do Plano São Paulo realizada ontem pelo governo do estado, todas as regiões de saúde aparecem agora na fase amarela: coronavírus em queda

A região de saúde de Campinas só deverá avançar para a fase verde do Plano SP de retomada das atividades a partir de 9 de outubro, segundo o governo do Estado, que anunciou ontem mudanças nos critérios de reclassificação das regiões no plano.

A partir de agora, as reclassificações passam a ser mensais para progressões de fase, mas se precisar regredir, a determinação ocorrerá a qualquer momento. Não haverá retorno à fase laranja: se os indicadores caírem, a regressão será para a fase vermelha, onde apenas serviços essenciais funcionam.

Com a reclassificação feita ontem, todo o Estado está na fase amarela do plano. As regiões de Franca e Ribeirão Preto, que estavam na laranja, progrediram para a amarela.

O secretário-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 no estado, João Gabbardo, afirmou que isso não significa que o Estado saiu da quarentena e que as recomendações seguem as mesmas. "Não serão admitidas aglomerações, nem relaxamento na obrigatoriedade de uso de máscaras, das medidas de isolamento. É preciso que todos se deem conta e assumam que, dependendo do que acontecer nas próximas semanas, o Estado pode entrar em situação bem diferente. A porta da fase vermelha continua aberta e regiões que tiverem piora nos indicadores da pandemia, voltarão a qualquer momento a ela", afirmou.

O centro de contingência, segundo Gabbardo, avaliar nesse período, possíveis alterações nos indicadores para a ampliação da testagem, isolar casos confirmados e reduzir a transmissibilidade do coronavírus. Também haverá mudanças na definição das taxas de ocupação de leitos de UTI para mudança de fase. Segundo ele, serão definidos critérios para desmobilização desses leitos - hoje são mais de 2 mil exclusivos para pacientes com Covid-19. 'Não é razoável manter a capacidade instalada, que tem custo alto, com 50% ou mais de leitos ociosos. "A desmobilização de leitos, no entanto, não poderá significar risco de atendimento à população", disse.

Quando ingressar na fase verde, passarão a valer novas regras para as atividades econômicas presenciais. Eventos culturais, academias de esportes e centros de ginástica, salões de beleza e barbearia, bares e restaurantes, serviços, comércio de rua e shopping que estão atualmente autorizados a funcionar com 40% da capacidade, poderão receber mais clientes, mas com a limitação de ocupação máxima limitada a 60% da capacidade do local e adoção dos protocolos geral e setorial específico.

Balanço em Campinas

Campinas contabilizou 233 novos casos de contaminação pelo coronavírus nas últimas 24 horas e atingiu ontem a marca de 30.146 confirmações da doença. Segundo boletim divulgado pela manhã pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), a cidade registrou mais cinco óbitos e soma 1.112 mortos pela pandemia. Outros 610 casos estão sendo investigados, assim como mais 13 óbitos.

Segundo os dados divulgados, Campinas tem hoje 306 pacientes internadas em hospitais com a Covid-19 e 374 em isolamento domiciliar. Tem, porém, 28.354 pessoas recuperadas da doença. Esse número representa 188 a mais em relação ao boletim divulgado na quinta-feira.

Todos os cinco mortos anunciados ontem tinham comorbidades - ou sejam, doenças associadas. E todos mais de 70 anos de idade.

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Maria Teresa Costa