Publicado 19 de Setembro de 2020 - 14h47

Por Agência Anhanguera de Notícias


Cedoc / RAC

Um técnico de enfermagem de 40 anos foi preso na noite desta sexta-feira (18) em Paulínia, suspeito pela morte da companheira de 41 anos. Ele nega e diz que ela tentou suicídio. Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito já respondeu a processo criminal por violência doméstica. A mulher morreu no hospital na última quarta-feira (17).

O homem declarou à polícia que era casado com a vítima, Daniela de Andrade Coldibeli, por cerca de um ano, mas estavam separados há poucos dias. De acordo com ele, na última segunda-feira (14), por volta das 19h30, Daniela foi até sua casa buscando reconciliação e eles ficaram juntos.

Ainda segundo o técnico de enfermagem, enquanto ela tomava banho, ele aproveitou para inspecionar o celular dela e viu que ela havia trocado contato com um homem em um aplicativo de relacionamentos. Ao questioná-la, segundo ele, ela saiu do banheiro tentando se explicar e ficou exaltada. Ela teria pegado uma faca e passado a cortar os próprios braços, provocando um corte profundo em um deles.

O homem alega que tentou socorrê-la, mas ela não permitiu e insistia em reatar o relacionamento. Por volta das 23h30, para acalmá-la, e saiu para comprar comida.

Quando voltou, encontrou Daniela no quarto, de joelhos, com um fio de secador enrolado no pescoço. O fio estava preso na janela. Ele alega que ela estava em parada cardiorrespiratória e, por isso, passou a fazer manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Como ela não respondia, a carregou nos ombros, colocou em seu carro, manobrou o carro dela para ter espaço para sair e a levou ao Hospital Municipal de Paulínia, onde ficou internada em estado grave.

A perícia não localizou o celular dela na casa. Ele diz que ficou com ele, para apresentar na delegacia. Ele ainda disse que o que gerou a discussão foi uma conversa com um homem que ele encontrou no direct do Instagram. Ele disse que ligou para o homem, que confirmou que conheceu Daniela em um aplicativo de relacionamentos.

A perícia alega que o fio do secador não tinha nenhum vestígio de ter sido dobrado ou de que teria sustentado o peso da vítima. Ainda segundo a polícia, a análise do celular da vítima mostrou que algumas conversas foram apagadas do whats'App, já que encontraram prints de conversas entre o suspeito e Daniela. As conversas, segundo a investigação, mostram um relacionamento conturbado, humor imprevisível e instável do técnico de enfermagem. Em alguns diálogos ele a chama de puta. No celular, o telefone dele está salvo como "Amor da Minha Vida", mas nos prints ele está identificado como "Morfético".

A mãe da vítima informou que ao longo do casamento perdeu a conta de quantas vezes o suspeito colocou a filha dela para fora de casa. Ainda de acordo com o relato dela à polícia, no domingo, o homem esteve em sua casa pedindo para reatar o relacionamento com Daniela. A avó da vítima, que mora na mesma casa, afirmou que ouviu quando ele disse que se Daniela o tivesse traído, cortaria o pescoço dela.

No hospital, foi constatado que as marcas no pescoço de Daniela não eram compatíveis com o fui do secador de cabelo e sim com estrangulamento. Além disso, as lesões encontradas no braço também não eram compatíveis com autolesão. Diante dessas circunstâncias, a justiça decretou a prisão temporária do homem por 30 dias. A reportagem não conseguiu contato com a defesa.

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