Publicado 16 de Setembro de 2020 - 10h54

Por Daniel de Camargo/AAN


Divulgação

Indignada com a falta de limpeza das áreas públicas do Jardim Eulina, em Campinas, onde reside há cerca de 20 anos, Ana Maria Alves, aposentada de 71 anos, registrou em uma fotografia dois sacos de colchão enchidos por ela com folhas secas na última sexta-feira. A idosa recolheu o material do entorno de uma bifurcação em frente a sua casa na altura do nº 400 na Avenida Dr. Herman da Cunha Canto.

Ana Maria diz que esse é o principal problema do bairro, ao contrário da coleta de lixo que tem sido feita normalmente. Para sua filha, Patrícia Aparecida Henrique Alves, enfermeira de 41 anos, a limpeza piorou em todas as regiões de Campinas durante a pandemia. Comenta que o trabalho realizado periodicamente pela mãe, apesar de desgastante, é pouco efetivo e não rende devido a grande quantidade de folhas, entre outros. Revela ainda ter medo de um possível incêndio no espaço, tendo em vista o tempo seco dos últimos dias. “Pagamos nossos impostos: isso é um absurdo!”, critica.

A Prefeitura de Campinas informou, em nota, que o Departamento de Limpeza Urbana (DLU), vinculado a Secretaria de Serviços Públicos, irá programar uma limpeza em caráter emergencial no espaço citado. Contudo, a Administração municipal não especificou a data. “Vale ressaltar que, nesta época do ano, o desfolhamento de árvores é bastante comum, aumentando a requisição desse tipo de trabalho em todas as regiões da cidade. Os cidadãos podem acionar o DLU pelo sistema 156”, encerra o texto.

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Daniel de Camargo/AAN