Publicado 16 de Setembro de 2020 - 10h21

Por Gilson Rei/AAN


Wagner Souza / AAN

O Corpo de Bombeiros, brigadistas das fazendas, voluntários e agentes da Defesa Civil de Campinas continuavam a combater até o início a noite de ontem o incêndio de grandes proporções na área de preservação ambiental (APA) na região do Parque Pico das Cabras, no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas. Até o fechamento desta edição, não havia registro de feridos ou imóveis danificados.

Um helicóptero particular está sendo usado no combate e uma área próxima à rodovia Dom Pedro I, entre Campinas e Valinhos, foi atingida. Neste local os bombeiros contaram com a ajuda de brigadistas da concessionária Rota das Bandeiras e o fogo foi contido. A fumaça e as chamas não prejudicaram a visibilidade dos veículos na rodovia.

As chamas iniciadas na tarde de sábado estavam controladas na segunda-feira durante o dia, mas o fogaréu ganhou força com o surgimento de fortes ventos na noite da mesma segunda.

O fogo se propagou ainda mais e a área afetada pela destruição já ultrapassava ontem 15 mil metros quadrados na mata na divisa com Itatiba e Morungaba, próximo ao Observatório Municipal Jean Nicolini.

Segundo o Corpo de Bombeiros não foi possível determinar como surgiu o incêndio e a única informação levantada foi que as chamas surgiram nas proximidades de uma fazenda. Na ocasião, uma equipe da base central e outra do Jardim das Oliveiras foram destacas para o combate às chamas, que perdurou até as 22h. A corporação informou que foram utilizados nesta primeira batalha contra o fogo 7 mil litros de água e que a maior parte das chamas foi extinta com a utilização de abafadores.

A partir do domingo, a Defesa Civil e os bombeiros das três cidades envolvidas trabalharam no rescaldo e monitoramento da área, porque ainda havia focos de incêndio. Até o fechamento desta edição, não havia registro de feridos ou imóveis danificados.

Flávia Altenfelder, integrante da família proprietária da Fazenda Malabar, situada no km 108 da Rodovia Dom Pedro I (SP-065), em Itatiba, lamentou a perda natural e informou que as chamas que chegaram ao seu terreno não atingiram a plantação.

De acordo com ela, a fumaça estava alta no sábado, e foi detectada quando ainda estava no Pico das Cabras. Revelou que o ponto mais preponderante para o sucesso no combate do incêndio foi a atuação efetiva dos moradores da região. Eles cortaram as cercas que dividem as propriedades para permitir a entrada dos caminhões pipa e tratores, e se embrenharam na mata para conter o fogo.

Irmão de Flávia, Felipe Gasko comentou que, na tarde de ontem, eles contrataram um helicóptero particular para auxiliar a extinguir os focos ainda existentes. Explicou que os pertencentes aos órgãos públicos estavam participando na força-tarefa contra incêndios na Serra da Paulista, entre os municípios de Águas da Prata, São João da Boa Vista e Vargem Grande do Sul.

Gasko encerrou afirmando que um boletim de ocorrência será registrado, devido aos estragos e para que as autoridades averiguem melhor o que provocou o fogo. O tempo seco favorece a ocorrência de incêndios, que também foram registrados em outras cidades da região nos últimos dias.

Focos de incêndio em Campinas 

Segundo dados de monitoramento da Defesa Civil de Campinas, entre maio e egunda-feira, foram constatados 201 focos de incêndio por imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A quantidade é cerca de 30% superior aos 142 registrados entre maio e setembro (considerando os dados do mês inteiro) de 2019. Foram contabilizados ainda em 2020, 50 focos notificados ao órgão pela população por meio do telefone 199. A Defesa Civil informou ainda que, entre maio e ontem, foram realizadas 556 vistorias preventivas.

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Gilson Rei/AAN