Publicado 16 de Setembro de 2020 - 9h19

Por Henrique Hein/AAN


Matheus Pereira / AAN

A Prefeitura de Valinhos declarou estado de emergência no abastecimento de água na cidade. Em decreto publicado nesta segunda-feira (14), a Administração apontou o aumento do consumo, a estiagem severa e a diminuição dos níveis nos pontos de captação como justificavas para a tomada da decisão, que tem como objetivo evitar um colapso no sistema público de abastecimento. O Governo Municipal busca, com isso, estabelecer estratégias para captar água de outras fontes, sejam elas subterrâneas ou por meio de caminhões-pipa.

O documento, assinado pelo prefeito Orestes Previtale (DEM), também procura conscientizar a população para evitar o uso inadequado e o desperdício do recurso hídrico, sobretudo durante a pandemia do novo coronavírus, na qual medidas de higiene se tornaram essenciais para o controle da doença. O decreto ainda autoriza, sem a necessidade de licitações, a aquisição de bens e produtos, inclusive de água tratada, para evitar o agravamento do problema.

Ao todo, Valinhos registrou 189 milímetros (mm) de chuva nos últimos seis meses, segundo dados fornecidos pela própria Prefeitura. Trata-se de um volume muito aquém do que o esperado para o período, que seria de 403mm. “A média histórica anual de precipitação pluviométrica acumulada, registrada no período de 1990 a 2019, é de 1.410,2mm e que no ano de 2020 foram registrados índices acumulados de apenas 719mm de chuva”, destacou o Governo Municipal.

Na última quinta-feira (10), o Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (Daev) já havia feito um alerta aos moradores sobre o aumento no consumo de água durante o período de estiagem. A instituição pedia – e segue pedindo - para a população use a água com responsabilidade e evite o desperdício. Entre as orientações, estão: evitar a lavagem de carros e calçadas.

Recentemente, o município passou pela experiência do racionamento de água de 18 horas por dia, entre os meses de fevereiro de 2014 e dezembro de 2015, em virtude da crise hídrica. Cerca de 2,1 bilhões de litros foram economizados ao longo dos quase dois anos. “Não há nenhuma previsão de racionamento de água no município, mas para que isso de fato não ocorra é preciso que, neste momento em que se registra aumento no consumo de água que a população use a água com responsabilidade e evite desperdício de qualquer natureza e retornem as recargas dos mananciais internos com as chuvas”, informa o Daev, em seu site.

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Henrique Hein/AAN