Publicado 13 de Setembro de 2020 - 16h47

Por Gilson Rei


Wagner Souza/AAN

Uma missa reuniu aproximadamente 200 pessoas em Campinas em memória de Antônio Costa Santos - o Toninho - arquiteto e urbanista, prefeito de Campinas assassinado há 19 anos, no dia 10 de setembro de 2001, quando completava oito meses e dez dias de mandato. Nada foi esclarecido até os dias atuais.

A missa foi na Igreja Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Proença, às 10h. Vale lembrar que apenas 20% da capacidade da igreja foi inscrita devido à pandemia por Covid-19 e que houve também live para quem não teve condições de acompanhar presencialmente.

Toninho foi assassinado na Avenida Mackenzie próximo ao Shopping Iguatemi no dia 10 de setembro de 2001 por volta das 22h, quando uma bala calou para sempre o prefeito. Ele foi alvejado por uma pistola 9 milímetros. No momento do seu assassinato, o ex-prefeito voltava de uma loja do shopping para casa dirigindo sozinho um Fiat Pálio.

A Polícia Civil sustentou a versão de que o prefeito foi assassinado porque seu carro atrapalhou a fuga da quadrilha do traficante e sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, que estava em fuga. Andinho chegou a ser acusado formalmente pelo crime.

Os disparos teriam sido feitos por Anderson José Bastos, conhecido como "Anjo" ou "Puff", que estava dentro de um Vectra, na companhia de Andinho, Valmir Conti e Valdecir de Souza. Três deles foram mortos em duas operações policiais em 2003, sem explicação alguma, em Caraguatatuba, litoral Paulista. Andinho foi o único sobrevivente e negou sua participação. O caso está sem explicação até os dias atuais a família acredita em crime político.

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Gilson Rei