Publicado 25 de Setembro de 2020 - 11h34

Por Da Agência Anhganguera


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A alta nos preços do arroz provocou uma distorção severa para famílias de estudantes da rede municipal de ensino de Campinas em situação de vulnerabilidade, que recebem cestas básicas da Prefeitura.

É que a empresa DZ7 Comercial Eirelli – que fornece as cestas - pediu um reajuste no contrato alegando que estava gastando mais para pagar pelo quilo do arroz. Como a prefeitura não teria aceitado conceder o reajuste, o produto foi retirado da cesta entregue este mês.

“Não posso aumentar o preço, porque ele (fornecedor) se comprometeu a entregar os produtos pelo preço combinado em contrato”, disse o prefeito Jonas Donizette (PSB), nesta sexta-feira pela manhã. “Não me consta que quando teve redução nos preços de alguns produtos ele tenha vindo até a Prefeitura dizer que iria cobrar menos”, acrescentou o prefeito. Segundo a Administração, o arroz foi substituído por outros produtos. A prefeitura diz entregar 40 mil cestas por mês.

 

A Prefeitura disse estar cobrando do responsável que regularize a situação o mais rápido possível e também estão em análise as medidas jurídicas cabíveis. Para compensar, foram incluídos na cesta mais 1/2 quilo de macarrão, 1kg de feijão, um pacote de bolacha maizena, 1 kg de carne e 2 litros de suco de uva.

A carne fica no freezer da escola e é entregue no momento da retirada da cesta. Além das cestas básicas também são entregues cestas de hortifrutis. Não haverá prejuízo financeiro para a Prefeitura porque a Administração paga a cesta conforme recebe os produtos e, como não entregou o arroz, haverá o abatimento do valor dos itens. A Administração diz que desde abril, foram entregues mais de 300 mil cestas para alunos da rede municipal que estão sem aulas por conta da pandemia.

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