Publicado 25 de Setembro de 2020 - 9h42

Por Henrique Hein/AAN

O transporte urbano foi o que apresentou maior redução do potencial de consumo na RMC, de 55,68%

Cedoc/RAC

O transporte urbano foi o que apresentou maior redução do potencial de consumo na RMC, de 55,68%

O potencial máximo de consumo dos moradores da Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou queda acentuada neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. O índice, que chegou a pouco mais de R$ 97 bilhões em 2019, caiu para perto de R$ 91 bilhões em 2020, segundo estimativa da IPC Maps — empresa que realiza a projeção anual com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outros órgãos oficiais. No cálculo, é levado em consideração o potencial de despesas da população em diversos setores da economia.

De acordo com a projeção, neste ano a queda mais acentuada no consumo das famílias da RMC ocorre no setor de transporte urbano, com redução estimada de R$ 2,87 bilhões para R$ 1,27 bilhões (55,68%). Também se destacam negativamente os setores de produtos eletroeletrônicos, alimentação fora de casa e calçados, com quedas de: 41,51%; 39,88% e 36,58%, respectivamente.

Dentre todos os setores analisados pela pesquisa, a maioria apresenta redução. As exceções ficam por conta das seguintes categorias: veículo próprio, higiene, plano de saúde, material escolar e educação, com quedas de: 110,32%; 34,53%; 15,53%; 46,09% e 60,47%, respectivamente.

Entre as classes sociais, o levantamento aponta que, a exemplo de 2019, o cenário de consumo na região é liderado pela classe B, com pouco mais de R$ 42,18 bilhões dos gastos, o equivalente a 46% do total. No ano passado, a participação, entretanto, era menor, 34,8%, totalizando quase R$ 39,9 bilhões. Logo atrás aparecem a classe C e A, com projeções de R$ 28,7 bilhões (30,3%) e R$ 14,1 bilhões (15,4%). A classe D/E é a que terá menor participação no potencial de consumo para o ano, com R$ 5,3 bilhões (5,8%).

A pesquisa mostra ainda que dos cerca de 1,1 milhão de domicílios urbanos da região, 568 mil (51,4%) são pertencentes a famílias da classe C, enquanto 317 mil (28,8%) da B. Já o número de casas das classes A e D/E correspondem a 38 mil (3,4%) e 181 mil (16,4%), respectivamente. De acordo com critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), utilizados no estudo, estão enquadradas na classe B as famílias com renda mensal entre R$ 5.640,00 e R$ 11.300,00. Já a classe D/E, com menor poder aquisitivo, tem rendimentos mensais na média dos R$ 720,00.

Problema nacional

De acordo com o estudo da IPC Maps, a redução do poder de compra não é exclusividade das famílias da RMC neste ano, mas, sim, um retrato do cenário enfrentado pelos brasileiros que, de modo geral, terão o orçamento comprometido ao longo de 2020. Em termos gerais, o consumo nacional nos diversos setores da economia deve se igualar aos índices de 2012, como o de maior retração desde 1995. Um dos setores mais prejudicados será o do varejo, que mesmo com a retomada gradual das atividades econômicas, apresentará uma redução de 30,32% (cerca de R$ 128,6 bilhões) em suas receitas, na avalição da IPC Maps. Ao todo, os gastos no setor serão de apenas R$ 295,6 bilhões, bem abaixo dos R$ 424,2 bilhões obtidos no ano passado.

Fiscalização visita 22 estabelecimentos

Bares e restaurantes fiscalizados pela Força-Tarefa Covid-19 da Prefeitura de Campinas não apresentaram irregularidades na última vistoria, realizada na noite de quarta-feira, em 22 estabelecimentos. Três equipes de fiscalização inspecionaram os restaurantes nos bairros Cambuí, Centro e Vila Industrial.

Os 22 comércios de Campinas receberam a fiscalização para a verificação do cumprimento de medidas de controle e prevenção do coronavírus. A ação ocorreu em locais que haviam sido denunciados via sistema 156. Vale lembrar que em caso de autuação a multa é de 400 Unidades Fiscais de Campinas (Ufics), que equivale a R$ 1.446,44. Em caso de reincidência, a multa dobra.

Os agentes da Prefeitura verificaram itens como o respeito ao distanciamento entre mesas e cadeiras e o controle de fluxo de pessoas de forma a limitar o número de clientes. Verificaram também o uso de máscaras de proteção por clientes e funcionários; a ausência de aglomeração e o fluxo intenso de pessoas.

Viram, ainda, se havia demarcação no piso para garantir o distanciamento entre os clientes; disponibilização de álcool em gel; e fornecimento de máscaras em número suficiente para os funcionários; além de cuidados com a higienização dos ambientes e utensílios, entre outros.

A ação foi coordenada pela Vigilância Sanitária, do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) com participação da Defesa Civil, (Departamento de Proteção ao Consumidor (Procon), Secretaria de Planejamento e Urbanismo, Serviços Técnicos Gerais (Setec) e Guarda Municipal.

Durante a ação integrada, foram distribuídos materiais educativos, reforçando os cuidados a serem adotados durante a pandemia.

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Henrique Hein/AAN