Publicado 24 de Setembro de 2020 - 10h14

Por Henrique Hein/AAN

Redução ocorre também, segundo os cálculos oficiais, em acidentes (30,2%) e em número de feridos (34,4%)

Matheus Pereira / AAN

Redução ocorre também, segundo os cálculos oficiais, em acidentes (30,2%) e em número de feridos (34,4%)

O índice de mortes nas rodovias paulistas registrou queda de 31,5% na última década. É o que aponta o Programa de Redução de Acidentes, desenvolvido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para acompanhar as metas de segurança. Os indicadores apresentam redução também no total de acidentes (30,2%) e de feridos (34,4%), na comparação entre os anos de 2010 e 2019. A Artesp não deu maiores detalhes de como chegou a esses números e destacou que os percentuais têm como base um cálculo métrico próprio.

Segundo a Artesp, a queda nos índices é resultado de um conjunto de medidas adotadas pela empresa, em parceira com as concessionárias e com a Polícia Militar Rodoviária. As obras de melhorias nas rodovias também têm foi outro fator mencionado pelo órgão para explicar a redução de acidentes, como as duplicações de pista e instalação de rotatórias. "A redução das vítimas fatais no sistema viário tem sido um desafio, entretanto, estamos atuando em várias frentes com tecnologia, técnicas de engenharia, fiscalização, atividades operacionais, ações coercitivas, com apoio de vários órgãos, e campanhas educativas para reverter esse quadro", disse Milton Persoli, diretor-geral da Artesp.

O Programa de Redução de Acidentes é uma ferramenta de gestão de segurança viária, criado com o objetivo de acompanhar os dados de acidentalidade levantados por casa uma das concessionárias. Por meio desse levantamento, segundo a Artesp, é possível verificar as principais causas da ocorrência de acidentes num dado trecho de rodovia ou identificar o comportamento do usuário, seja motorista, motociclista ou pedestre.

De acordo com a Artesp, os acidentes envolvendo pedestres ocorrem, por exemplo, principalmente, no período noturno, quando há pouca visibilidade. Já as colisões com veículos leves ocorrem mais durante o dia, muitas vezes associadas à distração e ao uso do celular. "Para cada cenário, as concessionárias elaboram um plano para reverter a situação. A cada dois anos é desenvolvido um planejamento de ações com cronograma de implantação, definição de indicadores de eficiência e efetividade", explicou Persoli.

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Henrique Hein/AAN