Publicado 14 de Setembro de 2020 - 11h34

Por AFP

A assinatura, na terça-feira (14), do acordo de normalização entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein marcará um "dia sombrio" na história do mundo árabe - afirmou o primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, nesta segunda-feira (14).

Os chefes das diplomacias de ambas as monarquias do Golfo e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assinam este acordo amanhã, em Washington, na presença do presidente americano, Donald Trump, para normalizar relações.

Os palestinos, desde a Autoridade Palestina até os islâmicos do Hamas, insultaram o acordo, chamando-o de "punhalada nas costas" por parte desses países, acusados de compactuarem com Israel sem que haja uma resolução prévia do conflito palestino-israelense.

"Amanhã seremos testemunhas de um dia sombrio na história da nação árabe, de uma derrota das instituições da Liga Árabe (LA), que já não estão unidas, mas sim divididas", destacou Shtayyeh, hoje, durante a reunião semanal de gabinete de governo da Autoridade Palestina.

"Este dia se juntará ao calendário da miséria palestina e ficará registrado como o das fraturas árabes", continuou.

Sem dar detalhes, ele acrescentou que a Autoridade Palestina considera "corrigir" seu vínculo com a Liga Árabe, que não denunciou a normalização das relações entre Israel e as duas monarquias do Golfo.

Os palestinos também convocaram manifestações para terça-feira, para marcar sua oposição ao projeto, e pediram a outros países árabes que "não participem das celebrações" nesta terça em Washington.

Netanyahu, que chega amanhã à capital americana, segundo sua assessoria, parabenizou os "acordos de paz históricos" com os Emirados e o Bahrein, países com os quais Israel nunca esteve em guerra.

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