Publicado 11 de Setembro de 2020 - 19h41

Por AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira(11) que Barein e Israel vão normalizar suas relações, dando continuidade a seus movimentos no Oriente Médio para isolar o Irã, inimigo íntimo de Washington.

"Outro avanço HISTÓRICO hoje! Nossos dois GRANDES amigos Israel e o Reino de Barein concordam em um Acordo de Paz", tuitou o republicano.

Da Casa Branca, Trump comemorou o acordo e lançou: "Há coisas acontecendo no Oriente Médio que ninguém poderia ter considerado", acrescentou um mês depois de ter fechado um acordo com os Emirados Árabes Unidos.

Normalizar as relações entre Israel e os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, incluindo as ricas monarquias do Golfo, é um objetivo fundamental da estratégia regional de Trump.

"À medida que outros países normalizam suas relações com Israel, o que vai acontecer, estamos convencidos de que, muito rapidamente, a região se tornará mais estável, mais segura e mais próspera", acrescentou o republicano que buscará um segundo mandato de quatro anos nas eleições de 3 de novembro.

Coincidindo com o tuíte de Trump, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez o mesmo anúncio de Jerusalém, saudando "outro acordo de paz com outro país árabe".

Barein e Israel compartilham a mesma hostilidade em relação a Teerã, que Manama acusa de instrumentalizar a comunidade xiita contra a dinastia sunita governante.

No Cairo, o presidente egípcio Abdel Fatah al Sisi destacou o acordo "histórico" e a importante etapa de estabilidade para a paz que ele marca para o Oriente Médio, ao "permitir encontrar uma solução justa e permanente para a causa palestina".

Trump também mostrou, apesar das circunstâncias, seu otimismo quanto ao desenvolvimento das relações com os palestinos. "Eles estarão em uma posição muito boa", disse.

"Eles vão querer participar (das conversas) porque todos os seus amigos estarão lá", disse ele.

A Autoridade Palestina e o movimento islâmico Hamas criticaram imediatamente o anúncio.

"É uma punhalada nas costas da causa palestina e do povo palestino", disse à AFP Ahmad Majdalani, ministro de Assuntos Sociais da Autoridade Palestina.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, denunciou uma "agressão" com "graves danos" aos palestinos.

Ao chegar à Casa Branca em 2017, Trump prometeu resolver o longo e intrincado conflito entre israelenses e palestinos e confiou a seu genro e conselheiro Jared Kushner a tarefa de propor um acordo de paz.

Mas os palestinos rapidamente cortaram pontes com Washington em protesto contra as decisões que consideraram ostensivamente favoráveis a Israel e rejeitaram categoricamente a "visão de paz" apresentada no início deste ano.

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