Publicado 24 de Setembro de 2020 - 8h12

Por AFP

O governo israelense decidiu nesta quinta-feira endurecer o confinamento generalizado em vigor há quase uma semana devido ao aumento contínuo do número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

A partir de sexta-feira às 14H00 (8H00 de Brasília), as sinagogas permanecerão fechadas, exceto para o Yom Kippur (Dia do Perdão, celebrado no domingo à noite e segunda-feira), apenas os setores de trabalho considerados "essenciais" poderão seguir funcionado e as manifestações e orações a céu aberto serão limitadas a 20 pessoas e a menos de um quilômetro de suas residências.

As medidas ainda precisam ser validades pelo Parlamento nesta quinta-feira.

As autoridades também devem se pronunciar nas próximas horas sobre o fechamento do aeroporto internacional Ben Gurion de Tel Aviv.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira à noite que era necessário tomar "decisões difíceis para salvar vidas".

"Nos últimos dois dias escutamos os especialistas e eles afirmaram que se não tomarmos medidas imediatas e estritas vamos cair em um abismo", declarou antes da reunião do governo.

Israel tem uma das maiores taxas de infecção por coronavírus nas últimas semanas. Na quarta-feira, o ministério da Saúde registrou 6.808 novos casos.

O ministério da Fazenda, no entanto, advertiu que as medidas são desastrosas para a economia do país, enquanto a taxa de desemprego aumentou nos últimos meses.

"Quem acredita que pode trabalhar quando há uma pandemia, quando aumentam as mortes e as infecções, sem que isto afete a economia, se equivoca", respondeu Netanyahu.

Os opositores ao primeiro-ministro o acusam de endurecer o confinamento para enfraquecer as manifestações semanais diante de sua residência em Jerusalém, que criticam em particular sua gestão da pandemia.

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