Publicado 23 de Setembro de 2020 - 17h43

Por AFP

O rolo compressor alemão Bayern de Munique, vencedor da Liga dos Campeões, e o espanhol Sevilla, que conquistou a Liga Europa, decidem nesta quinta-feira a Supercopa da Europa, evento que deve marcar a volta dos torcedores aos estádios, embora a presença do público em Budapeste (Hungria), local da partida, continue ameaçada pela pandemia.

Assim como ocorreu em agosto passado em Lisboa (Portugal), palco da final da Liga dos Campeões, o Bayern chega à capital húngara como grande favorito contra um Sevilla que alcançou o sexto título Liga Europa no mesmo mês.

Mas ao contrário de Portugal, as arquibancadas do novo estádio Puskas, em Budapeste, não estarão vazias: pela primeira vez desde março, um estádio europeu abre as suas portas ao grande público.

Foram colocados à venda 30% dos 68 mil lugares da arena, ou seja, cerca de 20 mil espectadores com os quais a Uefa espera fazer deste encontro um teste para o tão esperado regresso dos torcedores após meses de portas fechadas.

Mas, o coronavírus está longe de ter sido derrotado e a "partida de teste" agora desperta medo, apesar das drásticas medidas sanitárias tomadas pelos organizadores (exigência de testes PCR negativos, medições de temperatura, máscaras, distância entre as pessoas...).

E é que a Hungria não é exceção numa Europa muito afetada pelo vírus, sendo este país considerado uma "zona de risco" para a saúde pela maioria das nações europeias, incluindo a Alemanha.

Isso não ajudou a convencer a torcida do Bayern, que também tem que passar por exames na ida e na volta.

O chefe do governo regional da Baviera, Markus Söder, também considerou que uma viagem a Budapeste "não é razoável". Como resultado, cerca de 800 torcedores do clube alemão devolveram seus ingressos e apenas 1.300 viajarão, de acordo com a Uefa, enquanto cerca de 500 torcedores do Sevilla acompanharão a partida, quando cada equipe recebeu 3 mil ingressos.

"É normal que exista dúvidas. Estamos fazendo o que eles nos disseram e o que esperamos é que não haja nenhum problema", disse Manuel Suárez, diretor da Federação de Peñas del Sevilla, ao jornal ABC.

Até o treinador do Bayern, Hansi Flick, expressou dúvidas sobre a insistência em manter o jogo em Budapeste: "É algo que não está totalmente compreendido", afirmou.

O Bayern não tem escolha a não ser jogar o jogo e esperar, acima de tudo, que ele não se transforme em uma "Copa Super Spreader" ("Copa Super Contaminadora"), como descreveu o jornal alemão Bild nesta terça-feira.

O outro problema é o artilheiro Robert Lewandowski: o polonês, com uma pancada no tornozelo, o atacante treinou poucos minutos na terça-feira.

Além disso, o Bayern parece estar pronto, apesar da ausência de Kingsley Coman, autor do gol do título da Liga dos Campeões, em quarentena depois de ter estado em contato com um positivo para covid-19.

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