Publicado 23 de Setembro de 2020 - 8h52

Por AFP

O navio "Alan Kurdi", da ONG alemã Sea Eye, que resgatou 133 migrantes no mar no sábado (19), segue para o porto de Marselha, na França, depois de tentar em vão chegar à costa italiana - anunciou a organização nesta quarta-feira (23).

"A inação das autoridades italianas e alemãs nos obriga a esta medida", afirmou o dirigente da ONG, Gorden Isler, em uma nota.

Desde a noite de terça-feira, o "Alan Kurdi" está-se dirigindo para o porto do sul da França, onde deveria, "como planejado, proceder a uma mudança de tripulação e se preparar para uma nova intervenção" no leste do Mediterrâneo, disse a Sea Eye.

A ONG tem sua sede em Regensburg, na Baviera, Alemanha.

Na manhã de terça-feira, a Guarda costeira italiana evacuou duas mulheres, um homem e cinco crianças, incluindo um bebê de cinco meses, disse Sea Eye, acrescentando no Twitter que 125 pessoas ainda estão a bordo.

A Sea Eye explica que, até terça-feira à noite, "nenhum posto de comando das operações de resgate europeu assumiu a coordenação para as pessoas resgatadas que estão no Alan Kurdi".

Na terça-feira à noite, a comissão renovou seus apelos aos postos de comando de Itália, Malta, Alemanha e França, bem como ao Ministério das Relações Exteriores alemão, "mas nenhum respondeu", enfatiza Sea Eye.

O ano de 2020 é caracterizado por um aumento dos navios no Mediterrâneo central, a rota de migração mais mortal do mundo para candidatos ao exílio para a Europa, oriundos, principalmente, da Líbia e da Tunísia.

Mais de 300 migrantes morreram este ano tentando cruzar a região, mas este número pode ser muito maior, estima a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

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