Publicado 22 de Setembro de 2020 - 14h32

Por AFP

O presidente chileno, Sebastián Piñera, garantiu que seu governo tomou todas as medidas para garantir o respeito aos direitos humanos e assegurou que não haverá impunidade para castigar os abusos e atos violentos após a revolta social de 18 de outubro passado.

Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (22), Piñera explicou que em outubro do ano passado "cidadãos de todas as idades e de todos os setores foram às ruas para exigir melhores aposentadorias, saúde e educação" e também "menores desigualdades, melhor qualidade e menor custo dos serviços públicos".

Mas, acrescentou ele, também "aproveitando-se dessas manifestações, grupos minoritários provocaram uma grande explosão de violência, com incêndios, distúrbios, destruição e crimes, que não respeitaram nada nem ninguém e que causaram um grave dano ao corpo e alma do Chile".

Diante das denúncias de violações aos direitos humanos cometidas pela polícia e pelas Forças Armadas em meio à dispersão dos protestos, Piñera afirmou: "Nosso governo tomou todas as medidas e precauções possíveis e necessárias para garantir o respeito dos direitos humanos de todos os nossos compatriotas".

As manifestações nas ruas deixaram cerca de trinta mortos e mais de 400 feridos nos olhos devido ao uso de balas de borracha e lançamento de bombas de gás lacrimogêneo por parte das forças de ordem.

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