Publicado 22 de Setembro de 2020 - 12h52

Por AFP

A promotoria suíça pediu três anos de prisão para Jérôme Valcke, ex-número 2 da FIFA, e 28 mesespara Nasser Al-Khelaifi, presidente da beIN Media e do Paris Saint-Germain, por um caso de direitos televisivos, de acordo com a agência suíça Keystone ATS.

Estas são as primeiras sentenças de prisão solicitadas em solo europeu nos inúmeros casos que prejudicaram o futebol mundial nos últimos anos, na sequência de condenações proferidas nos Estados Unidos contra ex-dirigentes sul-americanos.

O réu principal, Valcke comparece desde a última segunda-feira no Tribunal Criminal Federal de Bellinzona (Suíça), em dois processos relacionados à sua busca por dinheiro para garantir um estilo de vida elevado, resumiu o procurador federal Joël Pahud, citado pela agência suíça Keystone -ATS.

No primeiro caso, a acusação questiona o fato do ex-secretário da Fifa ter pedido a ajuda de Al-Khelaifi em 2013 para comprar uma luxuosa casa na Sardenha (Itália), no momento em que a empresa beIN negociava a prorrogação de seus direitos de transmissão por televisão para o Norte da África e Oriente Médio para as Copas do Mundo de 2026 e 2030.

"Uma personalidade fundamental do futebol", lembrou a promotoria, Al-Khelaifi adquiriu a residência por cinco milhões de euros (US $ 5,86 milhões), por meio de uma parceria quase imediatamente transferida para um de seus associados mais próximos, antes torná-la disponível para Valcke.

O assunto era "privado", afirmam os dois réus, sem esclarecer totalmente as suas motivações, mas negando ligações com o contrato fechado entre a beIN e a entidade máxima do futebol mundial em abril de 2014.

Valcke admite ter levado seu problema financeiro com Al Khelaifi, devido às suas "relações amigáveis há anos".

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