Publicado 21 de Setembro de 2020 - 19h41

Por AFP

O Taj Mahal, monumento emblemático da Índia, reabriu suas portas nesta segunda-feira (21) após seis meses de fechamento em razão do coronavírus, em um país que busca recuperar uma certa normalidade apesar do aumento das infecções.

A Índia, com 1,3 bilhão de habitantes, registrou mais de 5,4 milhões de casos de coronavírus até o momento, tornando-se o segundo país mais atingido pela doença, depois dos Estados Unidos.

O gigante asiático registra cerca de 100.000 novos casos todos os dias. Mas depois do confinamento nacional, decretado no final de março e relaxado a partir de junho, o primeiro-ministro Narendra Modi não quer impor restrições estritas novamente, como outros países estão fazendo.

Em uma tentativa de estimular a economia, o governo indiano está gradualmente retirando as limitações de voos, trens, mercados e restaurantes.

Nesse sentido, autorizou a reabertura do Taj Mahal a partir desta segunda-feira.

"Tantas pessoas perderam seus empregos durante o confinamento. As pessoas sofreram muito e é hora de o país reabrir totalmente", disse à AFP Ayub Cheikh, um bancário de 35 anos que foi visitar o monumento com sua esposa e bebê.

"Não temos medo do vírus. Se tivermos que pegá-lo, ele vai nos infectar", concluiu.

Construído no século XVII no norte da Índia, em Agra (cerca de 180 km ao sul de Nova Delhi), este mausoléu de mármore branco é o monumento mais visitado do país, com cerca de sete milhões de visitantes anuais.

Uma joia arquitetônica da arte indo-islâmica, que foi criado pelo imperador mongol Shah Jahan em memória de sua amada esposa Mumtaz Mahal, que faleceu em 1631.

Faz parte do patrimônio mundial da Unesco.

Para permitir a sua reabertura foi estabelecido um protocolo rígido que inclui o uso obrigatório de máscara e distanciamento físico, segundo as autoridades.

Os visitantes não podem tocar no mármore e o famoso banco onde todos se sentam para tirar a mais conhecida fotografia do local foi laminado para que possa ser desinfetado sem danificá-lo.

Esta manhã havia cerca de 200 visitantes. Os seguranças os lembravam de que deveriam recolocar a máscara após tirar as fotos.

O número de visitantes foi limitado a 5.000 por dia - um quarto da capacidade normal - em dois horários diferentes e com entradas reservadas online.

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