Publicado 26 de Agosto de 2020 - 5h30

Os registros de novos casos diários de infectados pelo novo coronavírus e de mortes por Covid-19 em Campinas tiveram queda nos últimos sete dias, o que aponta para uma curva decrescente de casos e estabilidade nas mortes. Campinas confirmou ontem mais 402 pessoas infectadas, elevando para 26.605 o total de casos desde o início da pandemia, e mais 17 mortes, somando agora 973 óbitos.

Entre 19 de agosto e ontem, a cidade somou 2.074 novos casos, média diária de 296 em sete dias. Essa média é 19,9% menor que a registrada entre 12 e 18 de agosto, quando ocorreram 370 confirmações diárias. Já as mortes tiveram ligeira queda, de 4,9%. Nos últimos sete dias foram confirmados 72 novos óbitos, média de 10,2 por dia. Na semana anterior, de 12 a 18 de agosto, foram 75, com média diária de 10,7.

Segundo especialistas, se a variação for de até 15%, é considerado estável. Se for acima de 15% positivos, está em crescimento. Se for mais de 15% negativos, está em queda.

O aumento de casos totais de Covid-19, avalia o sanitarista Ricardo Correa, está relacionado ao crescimento da capacidade de testagem da população que ocorreu com as mudanças de critérios de aplicação dos testes. "A testagem dos casos de síndromes gripais permitiram encontrar aquelas que estavam infectadas pelo coronavírus e buscar também as pessoas que tiveram contato com elas para serem investigadas. Na confirmação, o tratamento é logo iniciado, o que evita o agravamento da doença, reduzindo, em consequência, internações e mortes", afirmou.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) chegou ontem a 61.021 casos confirmados desde o início da pandemia e a 1.866 mortes. A média de novos casos diários nos últimos sete dias foi de 672, uma queda de 24,6% em 14 dias. Já as mortes registraram média diária de 20 óbitos, queda de 25,5% em duas semanas. Esses números mostram que o conjunto das 20 cidades da região está em queda em novos casos e mortes.

A taxa de letalidade em Campinas, que mede a proporção de mortes em relação aos casos confirmados, está em 3,6%, enquanto na RMC, em 3,06. Na região, a menor taxa é de Holambra, de 0,85%, e a maior, de Nova Odessa, de 5,13%.

Balanço

Campinas contava ontem com 376 pessoas internadas com Covid-19 — sete a menos que o verificado na segunda-feira. Tinha, ainda, 384 pessoas em isolamento domiciliar — 19 a menos em relação ao boletim anterior. A secretaria informou ainda que 24.872 pessoas se recuperaram a doença — 411 a mais em comparação com o dia anterior. Dos 17 óbitos registrados ontem, 10 eram do sexo masculino e 16 das vítimas fatais tinham mais de 60 anos.

Ontem, a cidade contava com 379 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19 nas redes pública e particular. Deste total, 283 estavam ocupados, o que correspondia a 74,67%. Havia 96 leitos livres somando as redes pública e particular.

O maior problema estava no SUS Estadual - que reúne os leitos do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e do HC da Unicamp - que chegou ao índice de 83,3% de ocupação. Dos 78 leitos disponíveis, 65 estavam ocupados.

O SUS Municipal estava um pouco melhor. Dos 154 leitos disponíveis, 124 estavam ocupados, o que equivale a 80,52%. Na rede particular, havia 147 leitos, dos quais 94 estavam ocupados, o que equivale a 63,95%.

Quarentena é prorrogada até 6 de setembro

Em decreto publicado ontem no Diário Oficial, o prefeito Jonas Donizette (PSB) prorrogou a quarentena para o enfrentamento da disseminação do novo coronavírus em Campinas até 6 de setembro. A cidade entrou em regime de quarentena em 21 de março, quando registrava quatro casos confirmados de Covid-19, o que permitiu o funcionamento apenas das atividades consideradas essenciais.

Atualmente na fase amarela do Plano SP de retomada da economia, Campinas poderá avançar para a fase verde no início de setembro se os indicadores utilizados para a reclassificação das regiões no plano permitirem.

Para avançar para a fase verde, a região de saúde de Campinas precisará permanecer na amarela por 28 dias consecutivos - está indo para a terceira semana. (MTC/AAN)

PM vai parar na delegacia por falta de uso de máscara

Um policial militar teve que prestar depoimento na delegacia porque foi flagrado sem máscara de proteção e se recusou a apresentar a carteira de identidade para ser multado. O caso ocorreu na região central de Campinas, na tarde de segunda-feira. O policial estava de folga e com a família. Além da desobediência ao decreto municipal, ele também ameaçou o guarda que o abordou. Foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e o comando da PM informou via nota que vai apurar a conduta do policial. Até ontem, 140 pessoas foram multadas na cidade.

De acordo com o registro na Polícia Civil, o policial transitava na Rua Álvares Machado, próximo ao Terminal Central, sem máscara, quando foi abordado por guardas municipais que o orientaram sobre a falta do equipamento de segurança. Decreto municipal publicado no último dia 19 prevê multa de R$ 100,00 ou o valor equivalente em produtos da cesta básica para quem não utilizar máscara nas ruas, em locais públicos, transporte e no interior dos estabelecimentos autorizados a funcionar nesta fase da quarentena em Campinas.

O policial se apresentou como policial e ainda se colocou em hierarquia superior à do guarda e se recusou a obedecer ao pedido do GM. Ainda conforme o registro, foi embora com a família em direção a um estacionamento. O guarda então avisou o comando, cuja base fica nas proximidades do Terminal Central.

O policial foi abordado, já no veículo, na Rua Ferreira Penteado. Diante da resistência, a polícia militar foi acionada para prestar apoio na abordagem. O caso foi registrado no plantão da 1º Delegacia da Polícia Civil, onde foi elaborada autuação por infração do artigo 1º do Decreto Municipal nº 21.007. "A Guarda Municipal de Campinas encaminhou o caso de uma pessoa que recusou a se identificar, ao ser flagrada sem o uso da máscara de proteção e ameaçou a equipe", informou a Prefeitura via nota. A PM confirma que foi acionada. (Alenita Ramirez/AAN)

Zona Azul volta na segunda-feira

Com a permanência de Campinas na fase Amarela do Plano São Paulo, que permite maior flexibilização do horário do comércio e a abertura de serviços, a Administração municipal retoma na próxima segunda-feira o sistema de Estacionamento Rotativo Pago (Zona Azul). A Zona Azul disponibiliza, atualmente, em torno de 1,9 mil vagas aos motoristas, divididas entre as regiões central e Guanabara.

Na região central, as vagas estão distribuídas no trecho que compreende as vias Júlio de Mesquita, Dr. Moraes Salles, Irmã Serafina, Aquidaban, João Jorge, Andrade Neves, Orosimbo Maia, Anchieta e Barreto Leme. No Guanabara, a Zona Azul atinge todas as vias do quadrilátero entre a avenida Barão de Itapura e as ruas José Paulino, Prefeito Passos e Barão de Parnaíba (sem contar esta última), a Praça Mauá e a Rua Mário Siqueira.

Cada local tem um tempo determinado de permanência, que pode ser de 1, 2 ou 5 horas. Para utilizar o sistema, o motorista paga o valor único e fixo de R$ 4,00 pelo cartão da Zona Azul, à venda nos pontos credenciados. O cartão deve ser preenchido pelo motorista e deixado em local visível no interior do veículo.

Estacionar de forma irregular, não portando o cartão de Zona Azul nas vagas regulamentadas, é infração grave, com aplicação de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multa no valor de R$ 195,23 e o veículo fica sujeito a guincho. (AAN)