Publicado 25 de Agosto de 2020 - 15h10

Por Gustavo Magnusson/AAN

Mesmo com a classificação encaminhada, Brigatti não baixa a guarda:

Divulgação / Ponte Press / Álvaro Jr

Mesmo com a classificação encaminhada, Brigatti não baixa a guarda: "Não vamos sentar na vantagem"

Pouco mais de cinco meses após entrar em campo pela última vez na Copa do Brasil, a Ponte Preta volta a enfrentar hoje o Afogados da Ingazeira-PE, às 16h, pela partida de volta da terceira fase. O jogo acontece no estádio Vianão, em Afogados da Ingazeira, cidade que fica a quase 400 quilômetros da capital Recife, no sertão pernambucano.

Como venceu por 3 a 0 no estádio Moisés Lucarelli, com gols de Heverton (contra), Roger e Bruno Reis, em duelo ocorrido no dia 12 de março, a Macaca pode até perder por dois gols de diferença para selar vaga na próxima fase do torneio. Qualquer derrota por três gols de desvantagem levará a decisão da vaga para os pênaltis. Quem avançar estará no sorteio da quarta fase da Copa do Brasil, ao lado de outros nove clubes classificados, e ainda embolsará R$ 2 milhões. Se o time pernambucano conseguir o milagre da classificação, a diretoria prometeu uma bolada de R$ 500 mil para ser dividida entre os jogadores.

Para o confronto de hoje, o técnico João Brigatti não poderá contar com o zagueiro Luizão, que já entrou em campo pelo eliminado Santo André na atual edição da Copa do Brasil. Portanto, o treinador deverá escalar Alisson como parceiro de zaga de Wellington Carvalho. Além da ausência de Luizão por força do regulamento, o zagueiro Rayan e os atacantes Bruno Rodrigues e Osman seguem como desfalques por problema de lesão.

Apesar da confortável vantagem conquistada em Campinas, Brigatti garante que não vai preservar a equipe pensando na Série B. “De forma alguma vamos poupar jogadores. Sabemos que financeiramente é muito importante para o clube e para os próprios atletas, pois teremos uma exposição seguindo na competição. Temos a vantagem, mas não podemos sentar em cima dela. Será um jogo difícil na casa de um adversário motivado e atípico por causa do calor. Se tiver que poupar alguém, será por determinação médica, mas no que depender de mim é força máxima em busca da nossa classificação”, garante Brigatti, que deve apostar mais uma vez na dupla de ataque formada por Zé Roberto e Matheus Peixoto.

Como o Red Bull não disputou as fases iniciais da Copa do Brasil e entrará somente nas oitavas de final da competição, Peixoto está apto para atuar na competição com a camisa alvinegra. O jogador foi o autor do gol da vitória contra o CSA, na última sexta-feira, e também marcou um dos gols no empate por 3 a 3 com o Vitória, há 10 dias. 

Eberlin vence processo e recupera direitos políticos

Vice-presidente e também diretor de futebol da Ponte Preta entre 1997 e 2006, Marco Antônio Eberlin restabeleceu seus direitos políticos no clube após vitória na Justiça. Com a decisão, Eberlin volta a ser conselheiro e grande benemérito da Ponte.

Em 2015, Eberlin havia sido expulso do quadro associativo da Ponte após acusação de desvio de recursos dos cofres do clube. De acordo com apuração do Conselho Deliberativo, ele havia recebido em benefício próprio R$ 200 mil pelo empréstimo do jogador Mineiro ao São Caetano, em 2003.

No entanto, a Justiça identificou irregularidades e vícios no processo que provocou a sua expulsão. A sentença de primeira instância foi proferida na última sexta-feira pelo juiz Gilberto Luiz Carvalho Franceschini, da 6ª Vara Cível de Campinas. Além disso, Eberlin também receberá indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil.

"Toda essa situação é de cunho político porque sou extremamente combativo quando infringem o estatuto ou não o levam ao pé da letra e principalmente porque quero afastar do Conselho as pessoas que não torcem pelo clube. Foram sete ou oito processos da Ponte e eu saí vencedor em todos", diz Eberlin, representado pelo advogado Felipe Sousa, membro do Instituto Brasileiro de Direito Esportivo. (GM/AAN)

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