Publicado 28 de Agosto de 2020 - 12h12

Por Maria Teresa Costa

Primeira fase das obras do teatro campineiro, fechado desde 2011, estão orçadas em R$ 17,8 milhões, um deságio de 20% em relação ao edital

Matheus Pereira/AAN

Primeira fase das obras do teatro campineiro, fechado desde 2011, estão orçadas em R$ 17,8 milhões, um deságio de 20% em relação ao edital

O prefeito Jonas Donizette (PSB) estima que a reforma do Centro de Convivência Cultural, fechado desde 2011, poderá começar já na primeira semana de setembro. A licitação da obra foi homologada ontem, com a publicação no Diário Oficial da vencedora do processo, a Construtora Progredior que fará a primeira fase das obras por R$ 17,8 milhões - um deságio de 20% em relação ao valor do edital.

Jonas disse que, com a publicação, haverá ainda um prazo de cinco dias para assinatura do contrato e da ordem de serviço. A primeira fase inclui a recuperação estrutural, com intervenções no sistema de drenagem, eliminação de infiltrações, de fissuras e reparos em ferragens; impermeabilização e substituição completa das redes elétrica e hidráulica. Também serão feitas as adequações para acessibilidade e para atender as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

Na segunda fase, ainda sem data, serão atualizados os equipamentos da área cênica, de iluminação e acústica do teatro.

O custo total da obra está estimado em R$ 41,4 milhões e, por enquanto, a Prefeitura tem R$ 19,1 milhões garantidos por convênio com o governo do Estado, assinado em novembro do ano passado. O recurso estadual é parte da verba que estava destinada à construção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. A Prefeitura não definiu de onde virá o restante do recurso para concluir a reforma, mas poderá ser de um novo repasse do governo ou de empréstimo.

O edifício projetado pelo arquiteto Fábio Penteado apresenta fios expostos, ligações de energia clandestinas, goteiras, muita umidade no chão e nas paredes devido à infiltração. Além disso, o prédio apresenta até pontos com esgoto a céu aberto.

Na área externa, outras obras serão necessárias. Os pilares próximos à entrada, onde funcionava o setor administrativo da Orquestra Sinfônica, possuem rachaduras e o chão já cedeu.

Inaugurado em 1976, o teatro e anfiteatro nunca passaram por uma reforma completa e estrutural como a que será realizada por meio do convênio com o Governo do Estado, segundo a Prefeitura.

Escrito por:

Maria Teresa Costa