Publicado 28 de Agosto de 2020 - 11h51

Por Maria Teresa Costa

Campinas começa reversão de leitos de UTI

Cedoc/RAC

Campinas começa reversão de leitos de UTI

Campinas começa, em setembro, a reversão de leitos de UTI exclusivos para pacientes infectados pelo novo coronavírus para atendimento de pessoas com outras doenças. A redução da pressão para internações de pacientes com Covid-19 e aumento por outras patologias levou à decisão de aumentar a disponibilidade de UTI para esses pacientes. A primeira reversão ocorrerá no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e a previsão é que em outubro retome o atendimento em 35 especialidades médicas e das cirurgias.

Esse ambulatório deveria ter sido inaugurado no final de abril, mas o funcionamento foi antecipado para o dia 13 daquele mês e teve seu perfil reprogramado para focar no atendimento com caráter hospitalar exclusivo para pacientes infectados pelo novo coronavírus Ele estava funcionando com 15 leitos clínicos e foram acrescidos dez de UTI.

A desativação gradual de leitos de retaguarda, para pacientes Covid-19 de menor gravidade, começou em 6 de agosto, quando Hospital de Campanha, instalado na sede dos Patrulheiros, deixou de receber pacientes e em 11 de agosto, os últimos pacientes que permaneciam internados tiveram alta. Apesar da desativação, o hospital continua montado, para eventuais necessidades.

Durante setembro ocorrerá o início da desativação da AME para Covid-19 e as adaptações necessárias ao retorno do atendimento das especialidades. Como unidade estadual, o AME atenderá também pacientes da região, encaminhados pelas unidades de saúde e pela central de regulação de leitos municipal e estadual, informou o secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza.

Com a reprogramação, o Hospital Municipal Mário Gatti se encarregará das cirurgias maiores, e o AME das menores, que não precisam de internação e podem ser atendidas em regime de hospital-dia. “Essa mudança será feita com responsabilidade”, disse Carmino. Pacientes que passarem por cirurgia no AME e precisarem de internação por mais de um dia, serão atendidos no Hospital Ouro Verde.

O prefeito Jonas Donizette (PSB) informou que os leitos de UTI para Covid-19, mesmo aqueles que foram contratados na rede privada, não serão desativados. “Vamos usá-los para pacientes com outras doenças”, informou. O secretario disse que está conversando com hospitais da cidade e que a ideia é a ampliação de leitos clínicos para cirúrgicos, para reduzir a pressão. As mudanças de perfil também ocorrerão na Unidade de Pronto-Atendimento Carlos Lourenço, mas ainda sem data.

A manutenção da estrutura visa garantir a disponibilidade de leitos para Covid-19 para eventuais necessidades, só que recebendo outras patologias, de forma a permitir o atendimento à população e também o enquadramento da cidade do Plano SP de retomada das atividades. Atualmente na fase amarela, Campinas deve passar para a verde em duas semanas, se as taxas de ocupação de UTIs para Covid-19 permitirem. Uma desativação de leitos poderá implicar no aumento da taxa de ocupação, um dos critérios para a definição de fases no plano.

Taxas estão em queda pela 4ª semana

O governador João Doria anunciou ontem que as internações por Covid-19 caíram pela quarta semana seguida no estado, pela primeira vez desde o início da pandemia. Entre domingo e quinta-feira foi registrada redução de 9% no número de pacientes internados no estado em comparação com os mesmos dias da semana anterior.

São Paulo registrou o menor índice de ocupação de UTI desde o início do Plano São Paulo, com 54,3%. Houve queda também de 9% no número de óbitos entre domingo e quinta-feira em relação ao mesmo período da semana anterior, o que mostra que o estado segue para sua terceira semana seguida de redução de óbitos.

Em relação à semana epidemiológica anterior, o estado apresentou uma redução de 5% no número de casos, de 10% nas internações e de 11% nos óbitos. Interior e litoral também apresentaram redução: 6% no número de casos, 6% de internações e 18% no índice de óbitos. Nenhuma região foi rebaixada de fase na atualização de ontem do Plano São Paulo.

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Maria Teresa Costa