Publicado 27 de Agosto de 2020 - 9h24

Por Henrique Hein

Ações diversas conseguiram fazer com que o mercado imobiliário fosse um dos segmentos da economia que sofreu um dos menores impactos pela crise

Cedoc/RAC

Ações diversas conseguiram fazer com que o mercado imobiliário fosse um dos segmentos da economia que sofreu um dos menores impactos pela crise

A chegada da pandemia do novo coronavírus no Brasil exigiu mudanças em praticamente todas as áreas da economia e com o mercado imobiliário a situação não foi diferente. Apesar das expectativas de queda no desempenho em 2020, o setor não só conseguiu se reinventar durante a quarentena como também se tornou um dos menos impactados durante o período de isolamento social. Hoje, na data em que o Brasil comemora o Dia do Corretor de Imóveis, a categoria vem sendo responsável por exercer um papel de fundamental importância, tanto para geração de empregos como para o crescimento econômico do País.

De acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a venda e o aluguel de imóveis em julho deste ano registrou um crescimento de 44% na comparação com o mês de fevereiro, quando ainda não havia casos confirmados de Covid-19 no Brasil. Além disso, outra pesquisa que também foi divulgada nesta semana, desta vez pela Datastore Series, prevê um futuro promissor para o mercado imobiliário. O estudo aponta que cerca de 11 milhões de famílias brasileiras pretendem comprar um imóvel novo nos próximos 24 meses e que, dentro deste universo, ao menos metade tem como objetivo fazer isso em no máximo 12 meses.

Bom momento

Na avaliação de Antônio José Teixeira, delegado municipal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e sócio proprietário da Rumo Imóveis, o bom momento vivido pelo mercado imobiliário no Brasil ocorre pela queda da taxa básica de juros (Selic), que alcançou o patamar mais baixo da história, e também pela reinvenção do setor durante a pandemia. Entre as medidas adotadas pelas empresas, Teixeira cita os cuidados tomados com a segurança de colaboradores e clientes. Algumas visitas a decorados, por exemplo, passaram ser realizadas de maneira individualizada, sem a presença dos proprietários e até mesmo dos corretores.

De acordo com ele, o momento mais complicado já passou. “Houve um impacto muito negativo no começo da pandemia (no final de março e começo de abril), quando foi preciso realizar algumas renegociações e adaptações. Depois disso, a situação se estabilizou”, destacou o delegado, que acredita em uma melhora ainda mais acentuada do setor em 2020. “Notamos que o perfil do cliente mudou nesta pandemia. Muita gente, por exemplo, ficou muito tempo preso em apartamentos com crianças e sentiu na pele a dificuldade que é não ter um espaço mais confortável e partiram em busca de chácaras ou imóveis que tenham quintal. É uma procura cresceu muito. (...) Acredito que em dois meses deveremos recuperar todo o prejuízo que tivemos por causa da pandemia”, frisou.

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Henrique Hein