Publicado 26 de Agosto de 2020 - 14h05

Por Alenita Ramirez

Mercadorias ilícitas estavam armazenadas no barracão de Pereira

Divulgação

Mercadorias ilícitas estavam armazenadas no barracão de Pereira

Um assessor parlamentar de Valinhos, de 59 anos, foi preso por crime contra as relações de consumo, na última segunda-feira. José Luis Pereira foi identificado e detido durante diligências da Polícia Civil em um barracão localizado na Rua Padre Osvaldo Cecom, no Parque Portugal. Os agentes receberam denúncias sobre movimentação suspeita, possivelmente de armazenamento de mercadoria ilícita e encontraram no local, diversos produtos vencidos, sem o lacre tributário, armazenados de forma indevida e até supostamente falsificados, além de galões de 20 litros de cachaça, tonéis com a mesma bebida e diversos barris de chope vazios, cervejas de várias marcas, vasilhames, bem como inúmeros produtos de procedência duvidosa, que foram apreendidas.

Pereira trabalha no gabinete do vereador Sidmar Rodrigo Toloi (DEM) e se apresentou como responsável do barracão. Entretanto, no escritório do imóvel os agentes encontraram diversas notas fiscais e documentos referentes as bebidas que remetem a uma empresa ligada ao vereador, que é dono de uma adega na cidade.

No momento das diligências dos policiais, apenas Pereira, um motorista e um ajudante estavam no barracão. Eles alegaram que carregavam uma carga que seria levada para Ribeirão Preto. Como era muito material, foi determinado pela Justiça a lacração do barracão.

A reportagem ligou diversas vezes para o gabinete do vereador, mas ninguém atendeu. Em nota, a Câmara informou que o acompanhamento do trabalho dos assessores de gabinete é de responsabilidade de cada vereador. No entanto, "a presidência da Casa, tão logo tomou conhecimento da prisão em flagrante do assessor, determinou a exoneração do servidor a partir desta data, 25 de agosto de 2020" .

Toloi responde processo na Justiça sobre ‘rachadinha’ de salário de assessores na Câmara. Em 2017, ele foi denunciado por uma servidora pública sobre cobrança e ameaças referentes a uma taxa de cerca de R$ 2 mil que ela deveria repassar para o parlamentar mensalmente.

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Alenita Ramirez