Publicado 25 de Agosto de 2020 - 9h59

Por Da Agência Anhanguera

A vereadora de Monte Mor, Selma Fernandes de Souza Alves (MDB), conhecida como Professora Selma

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A vereadora de Monte Mor, Selma Fernandes de Souza Alves (MDB), conhecida como Professora Selma

A 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou a vereadora de Monte Mor, Selma Fernandes de Souza Alves (MDB), conhecida como Professora Selma, e seu marido Vitor Maria Alves, também funcionário público, pelos crimes de corrupção passiva e concussão por terem exigido por oito vezes parte do salário de um assessor.

A pena é de cinco anos de reclusão em regime semiaberto, mais 15 dias-multa. A decisão manteve ainda a perda do mandato eletivo da parlamentar e do cargo de seu esposo. De acordo com os autos, entre fevereiro e outubro de 2017, Selma e Alves constrangeram um assessor de gabinete a transferir parte do salário, totalizando ao menos R$ 7,2 mil.

O valor seria repassado para Pâmela de Souza Alves, filha do casal. Caso o assessor não o fizesse, seria exonerado do cargo. Na análise do relator da apelação, desembargador Gilberto Ferreira da Cruz, não há dúvidas da conduta ilícita da vereadora e do marido.

Assim, os dois réus restaram condenados. A filha do casal, entretanto, condenada em primeira instância, foi inocentada das acusações por insuficiência de provas. A Câmara Municipal de Monte Mor informou, em nota, que não é parte desse processo, mas está ciente da decisão, que ainda não é definitiva. O texto ressalta que em obediência a medida cautelar, a vereadora Selma está suspensa da função desde fevereiro de 2018. Segundo o site oficial da Câmara, o Pastor Elias (MDB) ocupa a vaga como suplente.

Advogado da família da Professora Selma, Frederico Taha Toitio disse que após analisar minuciosamente a decisão, buscará a interposição dos recursos competentes aos Tribunais Superiores, buscando a plena absolvição do casal.

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