Publicado 28 de Agosto de 2020 - 8h43

Por AFP

A Rússia anunciou, nesta sexta-feira (28), a expulsão de um diplomata norueguês, em resposta à mesma medida adotada pelo país nórdico contra um diplomata russo por um caso de espionagem - a segunda ocorrência deste tipo em poucos dias entre Moscou e um país europeu.

"Um dos diplomatas seniores da embaixada norueguesa foi declarado "persona non grata"" e deve deixar o território russo no prazo máximo de três dias, disse o Ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado.

A decisão foi comunicada ao embaixador norueguês quando este foi convocado para comparecer ao Ministério, relata a nota oficial, que também denuncia a "linha destrutiva seguida pelas autoridades norueguesas" para com a Rússia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, Guri Solberg, denunciou que a decisão russa "não tem qualquer fundamento".

"Nossa diplomacia não infringe as regras e tem-se comportado em total conformidade com o quadro da atividade diplomática", afirmou.

Em agosto, a Noruega anunciou que havia expulsado um diplomata russo, poucos dias depois da prisão, em Oslo, de um norueguês suspeito de espionar para a Rússia.

Este norueguês de 50 anos trabalhava na divisão de petróleo e gás do escritório de certificação DNV GL, especializada na verificação de instalações industriais e de meios de transporte.

Segundo Solberg, esta "expulsão de um diplomata russo, por parte da Noruega, está relacionada a uma investigação de um caso de espionagem e se explica por comportamentos que não estão de acordo com o papel de um diplomata".

Vários casos de espionagem nas últimas décadas tensionaram as relações entre Noruega, um membro da OTAN, e a Rússia, que compartilham uma fronteira comum no Círculo Ártico.

Na segunda-feira, a Rússia anunciou a expulsão de um diplomata austríaco, depois que Viena expulsou um diplomata russo por causa de um caso de espionagem industrial.

Em junho, Moscou expulsou dois diplomatas tchecos, também como medida "recíproca", após a expulsão de dois diplomatas russos, tendo como pano de fundo um falso projeto de envenenamento de políticos.

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