Publicado 27 de Agosto de 2020 - 20h12

Por AFP

O furacão Laura deixou pelo menos quatro mortos em sua passagem pela Luisiana, mas a mais forte tempestade registrada nesse território do sul dos Estados Unidos não causou danos "catastróficos", como temiam as autoridades.

O governador da Luisiana, Johan Bel Edwards, disse que o estado tem "muito a agradecer".

"Está claro que não sofremos e não sofreremos os danos catastróficos que imaginamos baseados na previsão que fizemos na noite passada", ressaltou Edwards em entrevista coletiva.

"Mas sofremos uma enorme quantidade de danos", e milhares de moradores do estado tiveram "suas vidas viradas de cabeça para baixo", acrescentou.

O furacão Laura atingiu a costa da Luisiana na manhã desta quinta-feira (27) como uma tempestade de categoria 4, a segunda maior na escala. Porém, ao longo do dia diminuiu sua intensidade até se tornar uma tempestade tropical.

O furacão Katrina, que matou 1.800 pessoas em 2005, era uma tempestade de categoria 3 quando atingiu o continente. Apenas uma tempestade atingiu a costa da Luisiana com ventos tão fortes quanto Laura: o furacão Last Island em 1856, que deixou centenas de mortos.

As autoridades registraram quatro mortes, todas relacionadas à queda de árvores.

"Estou preocupado porque, à medida que continuarmos saindo e guiando buscas e resgates primários e secundários, encontraremos mais mortos", alertou o governador Edwards.

Em todo o estado foram relatados cerca de 600.000 cortes na energia elétrica e danos nos serviços hídricos, acrescentou.

O governador observou que a maré de tempestade "não se materializou como previsto", embora em algumas áreas possa ter atingido uma altura de até 15 pés (4,57 metros).

O Centro Nacional de Furacões (NHC) tinha emitido um alerta sobre uma tempestade de até 6 metros, além de ordens de evacuação para centenas de milhares de moradores da Luisiana e do Texas.

A maioria das janelas do edifício Capitol One Bank Tower, na cidade de Lake Charles, foi destruída por violentas rajadas de vento, que também arrancaram árvores, postes de energia e sinais de trânsito.

"Achamos que estávamos seguros. Tínhamos geradores e janelas fechadas com tábuas", disse Ashley Thompson à ABC News. "Ficamos com nossa família em nossa casa debaixo da mesa da cozinha", disse ela. Após cerca de cinco minutos, "perdemos o telhado".

Thompson disse que depois que isso ocorreu a família buscou abrigo em uma casa em construção perto de sua residência.

O presidente Donald Trump, que esta noite discursará aceitando a nomeação presidencial republicana, afirmou que considerou adiá-lo.

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