Publicado 27 de Agosto de 2020 - 16h03

Por AFP

A tenista japonesa Naomi Osaka, que havia desistido das semifinais do torneio de Cincinnati, anunciou nesta quinta-feira que jogará após os organizadores do evento terem adiado as partidas que deveriam ser disputadas nesta quinta em apoio aos protesto contra o racismo e a violência policial contra negros nos Estados Unidos.

"Eu estava (e estou) pronta e preparada para a minha a partida", disse Osaka em uma mensagem.

"No entanto, após meu anúncio e consultas com a WTA e a USTA (Federação dos Estados Unidos), concordo com sua proposta de jogar na sexta-feira."

Osaka, vencedora de dois torneios do Grand Slam, anunciou que não jogaria as semifinais contra a belga Elise Martins em um dia histórico de protestos no esporte americano que começou na véspera com um boicote de jogadores da NBA aos jogos dos playoffs .

Após o anúncio da decisão de retirada da japonesa, os organizadores do torneio de Cincinnati adiaram as partidas das semifinais previstas para esta quinta para sexta-feira como um gesto coletivo de luta contra a desigualdade racial e a brutalidade policial.

"Eles se ofereceram para adiar todos os jogos até sexta-feira e na minha cabeça isso chama mais atenção para o movimento. Quero agradecer a WTA e ao torneio por seu apoio", disse Osaka.

A outra semifinal feminina será disputada na sexta-feira pela bielorrussa Victoria Azarenka e pela britânica Johanna Konta.

Na semifinal masculina, o sérvio Novak Djokovic enfrentará o espanhol Roberto Bautista Agut e o grego Stefanos Tsitsipas encara o canadense Milos Raonic.

O torneio de Cincinnati , que pertence ao circuito ATP Masters 1000 e WTA Premier, é realizado excepcionalmente em Nova York, a portas fechadas, como um prelúdio para o US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

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