Publicado 27 de Agosto de 2020 - 15h43

Por AFP

Milhares de médicos peruanos protestaram, nesta quinta-feira (27), pelo segundo dia consecutivo para denunciar a escassez de recursos nos hospitais para o combate à pandemia, embora tenham mantido o atendimento aos pacientes.

Além de Lima, protestos semelhantes também foram registrados pelo segundo dia consecutivo em outras regiões do país, como Lambayeque, as andinas Cusco e Arequipa e a amazônica Ucayali.

Mais de 300 profissionais da saúde peruanos, incluindo 146 médicos, morreram por coronavírus entre os milhares que se infectaram, segundo os sindicatos.

"Exigimos equipamentos de proteção para toda a equipe comprometida com o atendimento dos pacientes com coronavírus", disse à AFP Pilar Falcón, porta-voz do Sindicato do Seguro Social.

Os médicos exigem melhores equipamentos de biossegurança, assim como mais suprimentos para os hospitais e melhores salários.

Os protestos ocorrem em meio a um ressurgimento da pandemia no Peru depois que, em 1o de julho, foi levantado o confinamento nacional obrigatório para reativar a economia, que entrou em recessão depois de cair 30,2% no segundo trimestre.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o terceiro país na América Latina em quantidade de mortos pela pandemia (28.124), depois de Brasil e México. É também o segundo em número de casos (613.378), atrás do gigante sul-americano.

Em relação à sua população, o Peru registra 843,5 mortes por cada milhão de habitantes, o número mais alto da região.

No entanto, os contágios e as mortes diárias começaram a diminuir nesta semana (-24% e -21% respectivamente, em relação à semana passada), segundo dados oficiais, depois de ter estado em alta sustentada desde 11 de julho.

Na quarta-feira, foram registrados 150 mortos por coronavírus no país, o número diário mais baixo desde 8 de junho.

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