Publicado 27 de Agosto de 2020 - 6h22

Por AFP

Laura atingiu nesta quinta-feira as costas da Louisiana, sul dos Estados Unidos, como um furacão "extremamente perigoso" de categoria 4, o que forçou a evacuação de centenas de milhares de pessoas neste estado e no vizinho Texas devido à ameaça de "inundações catastróficas".

"Extremamente perigoso, o furacão de categoria 4 Laura tocou o solo perto de Cameron (Louisiana)", afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) em um boletim de 6H00 GMT (3H00 de Brasília).

"Tempestade catastrófica, ventos extremos e inundações repentinas estão acontecendo em partes da Louisiana", advertiu o NHC, que informou que Laura registra ventos máximos de 240 km/h.

Somadas à maré alta, essas ondas - que podem avançar cerca de 50 km terra adentro - podem fazer com que as águas subam entre 4,5 e 6 metros acima do nível normal.

Os moradores da região deixaram o local em ônibus após receberem ordem de retirada obrigatória devido ao risco de enchentes.

O governador do Texas, Greg Abbott, pediu aos residentes que evacuem suas casas. "Eles têm apenas mais algumas horas para escapar dos danos", disse ao Weather Channel.

"Esta é uma tempestade muito perigosa, mais forte do que a maioria que já cruzou" as costas do estado, acrescentou, insistindo para que a população faça "tudo possível para sair do caminho" de Laura.

O presidente Donald Trump pediu aos moradores das áreas afetadas que "ouçam as autoridades locais". "Laura é um furacão muito perigoso e está se intensificando rapidamente", publicou Trump no Twitter. "Meu governo continua colaborando totalmente com os gestores de emergência estaduais e locais".

Jimmy Ray estava entre os que receberam ordem de evacuação em Lake Charles, no estado de Louisiana. A princípio "íamos tentar aguentar dentro de casa, mas vimos que o furacão ia ser muito forte", disse à AFP.

Outra evacuada da cidade, Patricia Como, contou que seus irmãos, primos e outros membros da família decidiram ficar, mas ela não queria correr o risco. "Não vou brincar com Deus", disse.

Craig Brown, o prefeito da Ilha de Galveston, no Texas, que sofreu o furacão mais mortal da história dos Estados Unidos em 1900 com milhares de vítimas fatais, disse que as autoridades estão "monitorando de perto" a situação.

"Tivemos uma boa cooperação de nossos residentes na evacuação", disse ele. "Se eles quiserem ficar, nós permitiremos", mas "se eles ficarem, é possível que não tenham nenhum serviço de emergência disponível", esclareceu.

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