Publicado 26 de Agosto de 2020 - 20h02

Por AFP

Laura se aproxima da costa dos estados de Louisiana e Texas nesta quarta-feira (26) como um furacão "extremamente perigoso" de categoria 4, o que forçou a evacuação de centenas de milhares de pessoas devido à ameaça de "inundações catastróficas".

O ciclone avança com ventos de 230 km/h e deve atingir os dois estados do sul dos Estados Unidos na noite desta quarta ou na quinta-feira pela manhã, anunciou o Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês).

Uma tempestade com "enormes ondas destrutivas vai causar danos catastróficos" ao litoral de ambos os estados, disseram os meteorologistas.

Somadas à maré alta, essas ondas - que podem avançar cerca de 50 km terra adentro - podem fazer com que as águas subam entre 4,5 e 6 metros acima do nível normal.

O olho do furacão estava às 21H00 GMT (18H00 em Brasília) a 250 km ao sul da cidade costeira de Lake Charles, no estado da Louisiana, conhecida por seus grandes centros de refino de petróleo.

Os moradores da região deixaram o local em ônibus após receberem ordem de retirada obrigatória devido ao risco de enchentes.

Mais de 100 plataformas de petróleo no Golfo do México foram evacuadas por precaução.

No entanto, está previsto um "enfraquecimento rápido quando Laura tocar o solo", segundo o NHC, que também alertou sobre chuvas entre 130 e 250 milímetros, com alguns picos de quase 400 milímetros no oeste da Louisiana e no leste do Texas.

O governador do Texas, Greg Abbott, pediu aos residentes que evacuem suas casas. "Eles têm apenas mais algumas horas para escapar dos danos", disse ao Weather Channel.

"Esta é uma tempestade muito perigosa, mais forte do que a maioria que já cruzou" as costas do estado, acrescentou, insistindo para que a população faça "tudo possível para sair do caminho" de Laura.

O presidente Donald Trump pediu aos moradores das áreas afetadas que "ouçam as autoridades locais". "Laura é um furacão muito perigoso e está se intensificando rapidamente", publicou Trump no Twitter. "Meu governo continua colaborando totalmente com os gestores de emergência estaduais e locais".

Jimmy Ray estava entre os que receberam ordem de evacuação em Lake Charles, no estado de Louisiana. A princípio "íamos tentar aguentar dentro de casa, mas vimos que o furacão ia ser muito forte", disse à AFP.

Outra evacuada da cidade, Patricia Como, contou que seus irmãos, primos e outros membros da família decidiram ficar, mas ela não queria correr o risco. "Não vou brincar com Deus", disse.

Craig Brown, o prefeito da Ilha de Galveston, no Texas, que sofreu o furacão mais mortal da história dos Estados Unidos em 1900 com milhares de vítimas fatais, disse que as autoridades estão "monitorando de perto" a situação.

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