Publicado 26 de Agosto de 2020 - 17h23

Por AFP

Laura se aproxima das costas da Louisiana e do Texas nesta quarta-feira (26) como um furacão "extremamente perigoso" de categoria 4, que forçou a evacuação de centenas de milhares de pessoas devido à ameaça de inundações "catastróficas".

O ciclone avança com ventos de 220 km/h e deve atingir os dois estados do sul dos Estados Unidos à noite, anunciou o Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês).

Uma tempestade com "enormes ondas destrutivas vai causar danos catastróficos" ao litoral de ambos os estados, disseram os meteorologistas. Somadas à maré alta, essas ondas - que podem avançar cerca de 50 km terra adentro - podem fazer com que as águas subam entre 4,5 e 6 metros acima do nível normal.

No entanto, está previsto um "enfraquecimento rápido quando Laura tocar o solo", segundo o NHC, que também alertou sobre chuvas entre 130 e 250 milímetros, com alguns picos de quase 400 milímetros no oeste da Louisiana e no leste do Texas.

O fenômeno também ameaça os principais centros de refino de petróleo de Lake Charles, na Louisiana, e em Beaumont e Port Arthur, no Texas, localizados perto da costa. Mais de 100 plataformas de petróleo no Golfo do México foram evacuadas como medida de precaução.

O governador do Texas, Greg Abbott, pediu aos residentes que evacuem suas casas. "Eles têm apenas mais algumas horas para escapar dos danos", disse ao Weather Channel.

"Esta é uma tempestade muito perigosa, mais forte do que a maioria que já cruzou" as costas do estado, acrescentou, insistindo para que a população faça "tudo possível para sair do caminho" de Laura.

O presidente Donald Trump pediu aos moradores das áreas afetadas que "ouçam as autoridades locais". "Laura é um furacão muito perigoso e está se intensificando rapidamente", publicou Trump no Twitter. "Meu governo continua colaborando totalmente com os gestores de emergência estaduais e locais".

Jimmy Ray estava entre os que receberam ordem de evacuação em Lake Charles, no estado de Louisiana. A princípio "íamos tentar aguentar dentro de casa, mas vimos que o furacão ia ser muito forte", disse à AFP.

Outra evacuada da cidade, Patricia Como, contou que seus irmãos, primos e outros membros da família decidiram ficar, mas ela não queria correr o risco. "Não vou brincar com Deus", disse.

Craig Brown, o prefeito da Ilha de Galveston, no Texas, que sofreu o furacão mais mortal da história dos Estados Unidos em 1900 com milhares de vítimas fatais, disse que as autoridades estão "monitorando de perto" a situação.

"Tivemos uma boa cooperação de nossos residentes na evacuação", disse ele. "Se eles quiserem ficar, nós permitiremos", mas "se eles ficarem, é possível que não tenham nenhum serviço de emergência disponível", esclareceu.

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