Publicado 26 de Agosto de 2020 - 16h32

Por AFP

A Argentina iniciou formalmente consultas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira para acertar um novo programa de crédito, substituindo o assinado em 2018 por 57 bilhões de dólares, informou a Presidência em comunicado.

"O presidente Alberto Fernández, com a presença do ministro da Economia, Martín Guzmán, e do representante do Cone Sul perante o FMI, Sergio Chodos, contatou (a diretora-gerente) Kristalina Georgieva para iniciar negociações com o objetivo de chegar a um novo entendimento com o organismo", aponta o texto.

Em conversa com a chefe do FMI, Fernández disse que seu governo considera necessário avançar "sem pressa e sem pausa (...) junto com o FMI".

Trata-se de "ordenar a desordem que herdamos do governo anterior", disse o presidente referindo-se ao seu antecessor, Mauricio Macri, cujo governo assinou o último acordo de empréstimo com o organismo internacional.

Ao assumir a presidência em dezembro passado, Fernández suspendeu aquele acordo stand-by com o FMI, pelo qual a Argentina recebeu cerca de 44 bilhões de dólares, e renunciou às parcelas pendentes do acordo.

A Argentina "em grande medida já acertou as contas com os credores e começará a trabalhar hoje para fazer o mesmo com os organismos internacionais de crédito, especialmente o FMI", acrescentou o presidente em cerimônia na residência presidencial de Olivos.

A Argentina está a poucos dias de fechar um swap da dívida por cerca de 66 bilhões de dólares emitidos em títulos de acordo com a legislação estrangeira.

O prazo para adesão ao intercâmbio termina na próxima sexta-feira e os resultados serão conhecidos na semana seguinte.

A dívida pública argentina é de 324 bilhões de dólares, quase 90% do Produto Interno Bruto.

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