Publicado 26 de Agosto de 2020 - 15h32

Por AFP

Manchester City, Paris Saint-Germain, Inter de Milão ... Diante da vontade de Lionel Messi ir embora, que causou um terremoto no planeta do futebol na terça-feira, poucos clubes parecem capazes de receber o astro argentino e seu salário astronômico.

E sem dúvida, o Barcelona fará tudo que for possível para mantê-lo.

No PSG, a hipótese de um trio ofensivo que inclui Neymar, Kylian Mbappé e Messi faz a torcida salivar, até porque "Leo" e "Ney" estão muito próximos desde os anos em que jogaram juntos coincidiram no Barça (2013 -2017). Mas com os salários altíssimos que recebem as estrelas parisienses, o PSG teve, segundo a Uefa, a terceira maior folha salarial da Europa (337 milhões de euros) em 2018, atrás apenas do arcelona (529 milhões de euros) e do Real Madrid (431 milhões de euros).

Muito pressionado pelo "fair play" financeiro, apesar do fato de a Uefa ter relaxado recentemente as exigências, e afetado pela falta de receitas durante a crise da saúde estimada em mais de 200 milhões de euros, o PSG parece ter entrado numa fase de austeridade com a saída de alguns grandes salários como os de Edinson Cavani e Thiago Silva. E a revista Forbes estima o salário atual de Messi em 60 milhões de euros.

Nessas condições, o jornal francês L"Equipe, citando executivos do time da capital francesa, considera a operação "impossível" para o PSG ... Embora o clube parisiense e seus ricos donos do Catar já tenham investido 400 milhões de euros em 2017 para a dupla Neymar-Mbappé.

Favorito das casas de apostas, o Manchester City seria o destino ideal para Messi, por conta de sua solidez financeira e a presença de Pep Guardiola, o treinador que levou Messi ao posto de grande ídolo do Barcelona (vencendo duas Ligas dos Campeões).

Segundo a imprensa, Guardiola conversou com Messi na semana passada. Embora a prioridade do City seja fortalecer a defesa, a chegada do argentino multiplicaria o poder de fogo de uma equipe que já marcou mais de cem gols no Campeonato Inglês na temporada passada, com Raheem Sterling e Sergio "Kun" Agüero, grande amigo e compatriota da "Pulga".

Mas como o PSG, o rico Manchester City - com dirigentes procedentes do Barça (diretor-executivo Ferran Soriano, diretor-técnico Txiki Begiristain) - e seus proprietários de Abu Dhabi terão que usar sua engenhosidade para respeitar o "jogo justo" financeiro, contra o qual o clube inglês acaba de conquistar uma vitória no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

Embora "City e PSG estejam na pole" para contratar o argentino, como escreveu Gazzetta Dello Sport nesta quarta-feira, "os "nerazzurri" podem sonhar". O jornal esportivo italiano anunciou que o pai e agente de Lionel Messi já teria comprado uma luxuosa casa no centro de Milão e especulou que o filho poderia se juntar a ele em breve, para seguir o mesmo caminho de seu eterno rival, Cristiano Ronaldo, que deixou o Real Madrid pela Itália e a Juventus em 2018 em troca de 105 milhões de euros.

Condenado pela Fazenda da Espanha, Messi poderia encontrar refúgio na Itália: ao registrar ali seu domicílio principal, o clã Messi se beneficiaria de uma redução de impostos feita sob medida para os estrangeiros, para que sejam incentivados a investir no país.

"Zhang venceu: Conte fica ... e a Inter liga para Messi." De acordo com o jornal Tuttosport, o futuro de Messi na Inter pode estar atrelado ao futuro do treinador Antonio Conte, confirmado na terça-feira após especulações sobre uma possível saída.

E se a melhor opção para Messi for ficar em Barcelona? O presidente Josep Maria Bartomeu, com quem Messi entrou em "guerra total" segundo a imprensa catalã, está no centro das críticas depois de uma temporada desastrosa e ameaçado por uma moção de censura apresentada esta quarta-feira pelo opositor Jordi Farré.

De acordo com a imprensa especializada espanhola, a diretoria reuniu-se em sessão extraordinária na noite de terça-feira para responder ao jogador que tem contrato até 30 de junho de 2021.

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