Publicado 25 de Agosto de 2020 - 19h52

Por AFP

O ex-craque Ronaldinho Gaúcho chegou ao Rio de Janeiro nesta terça-feira depois de passar os últimos cinco meses e meio detido no Paraguai acusado de usar passaporte falso, mostrou a televisão.

Ronaldinho desembarcou pouco antes das 16h30 em um voo particular no aeroporto internacional do Rio de Janeiro vindo de Assunção, na companhia de seu irmão Roberto de Assis, que também foi detido no Paraguai pelo mesmo motivo.

Ele voou em um jato Cessna C750 Citation com matrícula (N782 CC) com capacidade para oito passageiros além da tripulação, no caso dois pilotos paraguaios.

O ex-número 1 do mundo foi libertado na segunda-feira por um juiz paraguaio após pagar uma multa de 90.000 dólares.

Antes de deixar a capital paraguaia, dezenas de torcedores se lançaram sobre o luxuoso carro que deixava o hotel em Assunção, onde o ex-jogador do Barcelona estava hospedado, aos gritos de "Ronaldinho, nós te amamos" e "Ronaldinho não vai embora".

Na presença de autoridades do Ministério Público e da Polícia de Migração, o ex-craque, seu irmão Roberto e seu advogado brasileiro Sergio Felicio Queiroz aprovaram os protocolos de saída do país de um hangar privado no terminal aéreo.

O ex-craque do Barcelona, PSG e Milan, entre outros, e Roberto de Assis Moreira, também libertado no mesmo caso, passaram um total de 171 dias presos, sendo que ficaram os últimos 140 em um hotel de quatro estrelas na capital paraguaia que foi usado como prisão domiciliar.

A conta do hotel chegou a US$ 106.000, concordaram vários meios de comunicação do Paraguai.

Os irmãos ficaram detidos durante os primeiros 31 dias na prisão do Grupamento Especializado da Polícia, a cerca de 15 quarteirões da zona central de Assunção.

Eles dividiam a prisão com policiais condenados, pessoas processados por tráfico de drogas e políticos julgados por corrupção.

"Obrigado por sua visita e por todo o apoio neste momento difícil", disse Ronaldinho em sua conta no Instagram onde exibiu fotos com seus advogados, funcionários do hotel e uma com o ex-zagueiro paraguaio Carlos Gamarra, ex-Inter de Porto Alegre, Corinthians e Flamengo, entre outros.

A investigação no Paraguai resultou na prisão de vinte pessoas, mas não da empresária que conseguiu a viagem do ídolo, Dalia Lopez, ainda foragida da justiça.

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