Publicado 25 de Agosto de 2020 - 19h08

Por Estadão Conteúdo

A Polícia Federal montou um plano de trabalho para intensificar a fiscalização dos portos brasileiros, aumentar a segurança nos terminais e evitar a entrada de embarcações clandestinas e de drogas no País.

Organizações do narcotráfico têm usado portos brasileiros para fazer a remessa de toneladas de cocaína, ocultando a droga em contêineres com mercadorias lícitas para exportação com destino à Bélgica e à Itália, principalmente.

Nesta terça, 25, policiais federais fizeram exercícios simulados para verificar a eficácia do Plano de Segurança Portuária nos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Itajaí (SC).

Durante a operação, a PF simula o acesso irregular aos terminais, descumprindo os protocolos de segurança, para verificar a conduta dos funcionários dos portos. Além disso, os agentes analisam a eficácia da segurança portuária em casos como a entrada não autorizada de embarcações nos terminais e da introdução de drogas em contêineres.

Em nota, a corporação informou que tem executado projetos para desenvolver protocolos de segurança adequados aos complexos portuários nacionais e ao cumprimento do Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias, incorporado pela legislação brasileira em agosto do ano passado via Decreto nº 9.988.

Operação Além Mar

Na esteira das ações para combater irregularidades e intensificar a segurança portuária, a PF deflagrou, na semana passada, a Operação Além Mar, que desarticulou um esquema de tráfico internacional de drogas controlado por grupos brasileiros. Somente entre março e junho deste ano, os agentes apreenderam uma tonelada e meia de cocaína relacionada às organizações criminosas investigadas.

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