Publicado 25 de Agosto de 2020 - 15h22

Por AFP

Embora alguns países tenham aplaudido a decisão dos Emirados Árabes Unidos de normalizar suas relações com Israel, outros a rejeitaram ou hesitaram, como o Sudão, que nesta terça-feira (25) descartou a ação ousada.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, de visita a Israel na segunda-feira, se declarou otimista diante da ideia de ver "outros países árabes" normalizarem suas relações com Israel.

Segundo analistas, Bahrein pode seguir os passos dos Emirados, que se tornaram o terceiro país árabe, depois do Egito e Jordânia, a ter relações oficiais com Israel.

A Arábia Saudita, peso pesado da região, disse que aderiu ao plano de paz árabe de 2002, que condiciona as relações com Israel à retirada dos territórios árabes ocupados em 1967.

Nesta terça-feira, Pompeo visitou Cartum, onde o governo de transição do Sudão lhe explicou que não tem o poder para normalizar relações com Israel e que essa decisão deve esperar até o fim da transição, previsto para 2022.

O Sudão foi alvo de sanções americanas na década de 1990, acusado de ser um Estado que apoia ações terroristas no mundo.

Após a queda do ditador Omar al-Bashir sob pressão do protesto popular, os EUA apoiaram as novas autoridades encarregadas de um governo de transição e reenviou seu embaixador para Cartum em janeiro.

Eliminar o Sudão da lista negativa dos Estados Unidos é fundamental para retomar sua economia em crise. As sanções bloqueiam qualquer investimento neste país.

Bahrein foi o primeiro país do Golfo que celebrou o acordo entre Emirados e Israel, anunciado em 13 de agosto. Os contatos deste país com Israel remontam aos anos 1990.

Bahrein e Israel compartilham da mesma hostilidade em relação ao Irã.

Aliado próximo da Arábia Saudita, Bahrein poderia desempenhar um papel importante no caso de normalização entre Riad e Israel, estima Andreas Krieg do King"s College London.

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