Publicado 25 de Agosto de 2020 - 10h32

Por AFP

O governo da Espanha anunciou que mobilizará 2.000 militares para rastrear novos casos de coronavírus no país, diante da "preocupante" evolução da pandemia, que também avança em outros países europeus.

O coronavírus obrigou milhões de estudantes na Coreia do Sul a retornarem às aulas virtuais nesta terça-feira (25), após o aumento de casos no país, um dia depois do início do ano letivo para 30 milhões de alunos mexicanos com aulas pela televisão.

Vários países da Europa registram uma aceleração de casos com o retorno das férias de verão. Uma das situações mais complicadas é a da Espanha, onde os contágios confirmados se aproximaram de 20.000 entre sexta e segunda-feira.

O cenário é crítico na região de Madri, com 13.400 novos infectados em uma semana. Os moradores receberam a recomendação para sair o mínimo possível às ruas nas zonas mais afetadas.

Nesta terça-feira, o primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou que 2.000 militares serão mobilizados para rastrear os casos de coronavírus na Espanha, porque a evolução da pandemia é "preocupante".

"Estamos longe da situação de meados de março. Não deve existir um medo que nos paralise e nos impeça de agir", declarou o chefe de Governo.

Até o momento, a Espanha registra quase 29.000 mortes por coronavírus, de acordo com o balanço oficial.

"Mas não podemos permitir que a pandemia volte a dominar nossas vidas (...) não vamos permitir, temos que assumir o controle, achatar esta segunda curva (...) e quanto antes e com maior eficácia, melhor", completou.

Sánchez anunciou que o governo colocará os militares à disposição das 17 regiões do país, que têm competência em questões de saúde, "para os trabalhos de rastreamento".

"Todas as comunidades têm à sua disposição a ferramenta legal do estado de alerta e a possibilidade de solicitar sua aplicação em todo, ou em parte de seu território", completou.

Na França, os contágios aumentaram de maneira considerável na região de Paris e no sudeste do país. Isto levou a Alemanha a incluir estas duas áreas francesas entre as zonas de risco que seus cidadãos devem evitar.

Considerada um país modelo por sua gestão da pandemia de COVID-19 na Europa, a Alemanha também registra uma alta importante de casos.

Em todo mundo, a pandemia provocou mais de 810.000 mortes e quase 24 milhões de contágios, conforme balanço da AFP elaborado com base em dados oficiais.

Com quase 260.000 vítimas fatais e mais de 6,7 milhões de contágios, a América Latina é a região mais afetada pela pandemia.

O Peru superou 600.000 casos e se aproxima de 28.000 mortes provocadas pela COVID-19.

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