Publicado 19 de Junho de 2020 - 17h57

Por Adagoberto F. Baptista

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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A oferta de leitos para atendimento de pacientes infectados pelo coronavírus terá um incremento significo na próxima semana, segundo expectativa do prefeito Jonas Donizette (PSB). O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, informou ontem mais cem respiradores serão enviados à região para abertura de leitos de UTI. Na segunda-feira, serão definidos quais hospitais receberão os equipamentos. O secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza, afirmou que está trabalhando para que fiquem em Campinas.

Além disso, o presidente da Rede Mario Gatti, Marcos Pimenta, anunciou que está desenhando um projeto para utilizar áreas de outros serviços, como de fisioterapia, para instalar UTI. O projeto vai permitir mais 50 leitos na rede, sendo 10 de UTI na área de cirurgia ambulatorial do Hospital Ouro Verde e 14 de enfermaria na área de fisioterapia desse hospital. Além disso, serão agregados mais 30 leitos de enfermaria na UPA Carlos Lourenço.

Segundo o secretário de Saúde, além dos cem leitos do Estado, está programada a entrada em operação na próxima semana de 23 leitos na Santa Casa (10 de UTI e 13 de retaguarda), mais 30 no Hospital de Campanha, 20 na Unicamp e dez no Ambulatório Médico de Especialidades. Ainda há possibilidade de 15 leitos de UTI e 28 de retaguarda no Hospital Metropolitano, que vive um impasse jurídico. O juiz do Trabalho, Caio Rodrigues Martins Passos, determinou que a Prefeitura de Campinas deposite numa conta judicial todo o custeio dos 43 leitos contratados nesse hospital, de R$ 15 milhões, para cobrir dívidas trabalhistas da unidade, que está fechada há um ano.

O secretário de Assuntos Jurídicos, Peter Panutto, informou que tem uma reunião agenda para dia 23 com a Justiça do Trabalho, para tentar resolver o impasse. “Respeitamos o direito dos trabalhadores, mas há um interesse maior, que é garantir o atendimento dos doentes”, afirmou.

Para o secretário de Saúde, Carmino de Souza, a estrutura do Hospital Metropolitano é essencial. “Estamos nomeio de uma pandemia, e nesse momento é preciso que interesses corporativos e sindicais não prevaleçam. O passivo trabalhista vai se resolver, mas não podemos perder esse equipamento que é fundamental para o enfrentamento dessa crise de saúde”, disse.

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Adagoberto F. Baptista