Publicado 19 de Junho de 2020 - 17h26

Por Adagoberto F. Baptista

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O comércio de rua e shoppings voltarão a fechar a partir de segunda-feira para tentar aumentar o isolamento social e frear a disseminação do novo coronavírus na cidade que já infectou 5.228 pessoas e matou 203. O prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou ontem, em live, que vai regredir parcialmente à fase vermelha do Plano São Paulo e atender a recomendação do Estado, feita em nota técnica pelo Comitê de Contingenciamento da Covid-19. Jonas também vai ampliar, para a rede privada, proibição de realização de cirurgias eletivas.

Assim, comércio de rua e shoppings serão fechados novamente por uma semana. O setor de serviços poderá continuar funcionando dentro das regras sanitárias que está em vigor. O fechamento do comércio atende recomendação feita ontem em nota técnica do Comitê de Contingenciamento da Covid-19 do Estado, que manteve as 42 cidades da região na fase laranja, a atual, mas alertou para a situação preocupante de Campinas e pediu ao prefeito Jonas Donizette a regressão de fase, que foi atendida parcialmente.

Dois decretos serão publicados hoje em edição especial do Diário Oficial. Um, proíbe os hospitais particulares da cidade de realizarem cirurgias eletivas (que podem esperar), para aumentar a possibilidade de uso de leitos para pacientes da Covid-19. Outro, determina o fechamento de comércio de rua e shoppings por uma semana a partir de segunda-feira

A região está na fase laranja desde 1º de junho, com exceção de Campinas que iniciou a flexibilização uma semana depois, após avaliação do prefeito Jonas Donizette (PSB) da falta de garantias totais de que os leitos contratados estariam em operação na primeira semana do mês. A situação, no entanto, ainda segue preocupante.

Segundo Jonas, a alta ocupação de leitos levou à decisão de fechar comércio de rua e shoppings por uma semana, data que poderá ser prorrogada, se houver necessidade. “Quanto mais leitos entram em operação é como se estivéssemos enxugando leitos, porque os casos de Covid-19 continuam aumentando”, disse.

Ele afirmou que quer mostrar que a situação não está dentro da normalidade, e tem pessoas com dificuldade de compreensão que o momento exige o isolamento social. A medida, disse, traz também um alento a quem está na linha de frente do combate da pandemia.

O endurecimento das regras da retomada parcial das atividades vai durar por uma semana. E poderá ser prorrogado. A taxa de ocupação hospitalar em Campinas atingiu ontem 85,84% - dos 325 leitos de UTI, 279 estavam ocupados - com maior pressão sobre o SUS municipal, que novamente chegou a 100%, e estadual (AME e Unicamp) que ficou em 93%. Na rede privada, que atende pacientes particulares e de planos de saúde, a ocupação foi de 71%.

Na avaliação do secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza, o fechamento do comércio vai ajudar na batalha pelo enfrentamento da disseminação do novo coronavírus. “As imagens da aglomeração de pessoas no Centro marcaram muito. Pessoas com crianças nas ruas preocuparam, porque estamos com queda de doenças respiratórias entre elas, uma vez que, sem aulas, ficaram em casa. Mas se continuarem saindo podemos ter muitos problemas”, disse.

Além disso, afirmou, essa semana houve de internações de pacientes não Covid e apesar da ampliação de leitos, a avaliação dos técnicos foi pela adoção de prudência e pelo fechamento.

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Adagoberto F. Baptista