Publicado 18 de Junho de 2020 - 16h56

Por Adagoberto F. Baptista

Gilson Rei

Da Agência Anhanguera

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A comunidade terapêutica Jesus Restaura, do bairro Parque Valença II, foi autuada ontem pela Vigilância Sanitária de Campinas, por falta de licença de funcionamento e por estar com as instalações inadequadas de higiene e alimentação para o tratamento dos 40 dependentes químicos no local. Na semana passada o local já havia sido visitado pelo órgão municipal, por meio de uma denúncia.

Na ocasião foram realizados testes de Covid-19 nos internos e nove pessoas tiveram resultado positivo. Todos estavam assintomáticos e a recomendação foi de manter as pessoas contaminadas em isolamento na entidade. Quanto às condições de funcionamento, os agentes orientaram para que os responsáveis do local fizessem as adequações

Ontem, quando o responsável foi receber o auto de infração, na sede da Vigilância Sanitária, no bairro Jardim Guarani, houve um tumulto, pois o mesmo ficou revoltado e recusou-se a assinar o documento.

Na sequência, o responsável pela entidade foi buscar alguns internos para fazer um protesto na frente da sede da Vigilância Sanitária. Com uma barraca, seis pessoas do grupo alegaram que ficariam acampadas no lugar. Profissionais da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram acionados e houve a dispersão do grupo.

O auto de inflação será publicado em Diário Oficial e, a partir de então, a entidade terá um prazo de dez dias para regularizar a situação da licença e das condições de higiene e alimentação. Ana Lúcia Montini, chefe de setor da Vigilância Sanitária, disse que a entidade poderá ser fechada, caso não cumpra com as determinações. Caso isto ocorra, os 40 internos deverão ser transferidos para alguma outra entidade de atendimento terapêutico.

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Adagoberto F. Baptista