Publicado 18 de Junho de 2020 - 16h27

Por Adagoberto F. Baptista

Pandemia derruba vendas no comércio, mostra estudo da Acic

Da Agência Anhanguera

Fotos: Cedoc

O volume de vendas no comércio em maio na Região Metropolitana de Campinas (RMC) apresentou um aumento de 5,51% em relação ao mês de abril, mas no acumulado do ano, o setor registrou um tombo, segundo dados divulgados pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas).

De acordo com o estudo, de janeiro e maio - as perdas no faturamento do setor foram de R$ 2,7 bilhões, cerca de 21,2% a menos que o registrado no mesmo período de 2019. Na comparação entre maio deste ano e maio do ano passado, a perda foi de 38.9%.

Tudo isso , por conta da pandemia do coronavírus, que provocou o fechamento de boa parte do comércio a partir de março. Considerado apenas o período referente ao Dia das Mães, a influência negativa do efeito da pandemia também fez que as vendas ficassem 47,5% menores do que as verificadas em 2019, segundo o estudo

O balanço apresentado pela Acic mostra que o volume da movimentação financeira em maio chegou a quase R$ 1,8 bilhão na RMC, e a R$ 738,5 milhões em Campinas. Só que no mesmo período de 2019, os volumes foram 38% maiores. No ano passado , neste mesmo período, a RMC chegou a movimentar R$ 2,8 bilhões e Campinas bateu em R$ 1,2 bilhão.

As vendas à vista foram destaques em maio, com expansão de 11,19%. As vendas físicas continuaram positivas para os setores de supermercados e hipermercados e farmácias e drogarias. Já os segmentos de beleza, bares e restaurantes, oficinas e pneus, academias de ginástica seguiram com índices negativos, provocando essa perda total no faturamento do varejo de maio.

E-commece

De acordo com o economista da Acic, Laerte Martins, as vendas online sobre o varejo (e-commerce) apresentaram uma excelente evolução, alavancadas pelo delivery, prática que se firmou ainda mais, com a chegada da pandemia.

“A movimentação do comércio eletrônico em maio foi de cerca de R$ 255 milhões, contra os R$ 185 milhões de 2019, o que representa aproximadamente 35,14% de crescimento.”, explica Martins.

Para a Acic, as expectativas para junho são baseadas na flexibilização da quarentena. Vai depender de a cidade permanecer ou não na chamada “Fase Laranja” do Plano SP de Retomada das Atividades Econômicas – que permite a abertura ao menos parcial do comércio. “Com certeza, deveremos ter um mês ainda muito negativo para o comércio varejista.”, afirma o economista.

Para a presidente da Associação, Adriana Flosi., manter a cidade na Fase Laranja exige uma grande mobilização por parte de todos. “Os comerciantes estão fazendo a sua parte, conforme as normas das autoridades sanitárias. Cabe à população também contribuir com a sua, cumprindo as normas de distanciamento social determinadas na Fase Laranja para que possamos seguir em frente”, diz a presidente da Acic.

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Adagoberto F. Baptista