Publicado 17 de Junho de 2020 - 16h32

Por Adagoberto F. Baptista

Campinas vive pior momento da pandemia, diz secretário

Da Agência Anhanguera

Fotos: Cedoc

A cidade de Campinas voltou a bater ontem, o recorde no número de mortes por coronavírus. Balanço divulgado no meio da tarde pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), informa que foram registrados 21 óbitos a mais, na comparação com o boletim epidemiológico divulgado no dia anterior. Com isso, a cidade chega a 185 mortos pela Covid-19. Outros 20 óbitos ainda estão em investigação. O recorde de mortes vem se repetindo desde a semana passada, primeiro com nove óbitos, depois subiu para 15 e agora chegou a 21. O secretário de Saúde, Cármino de Souza disse que a cidade vive hoje o pior momento da pandemia.

Segundo o balanço de ontem, Campinas registrou 334 novos casos da doença, em comparação com o boletim apresentado na terça-feira e contabiliza assim, 4.726 casos confirmados da doença. Há, ainda, outros 463 casos em investigação – o que representa 36 a mais, em relação a terça-feira.

A Secretaria de Saúde informa ainda que Campinas conta hoje com 241 pessoas internadas com Covid-19 e 843 em isolamento social. Os números mostram, porém, que houve um aumento no número de curados. Foram 222 pessoas mais. Agora há um contingente de 3.457 indivíduos que conseguiram se recuperar da doença.

“Os números não falam. Os números gritam”, disse o prefeito, ao anunciar o novo boletim epidemiológico, em uma entrevista coletiva virtual. “A situação é grave e demanda de todos nós, um senso de responsabilidade muito grande”, acrescentou ele. “Que esses números sirvam de alerta para as pessoas que acham que está tudo normal. Não está tudo normal. Nós precisamo mudar o nosso comportamento”, alertou ele, referindo-se ao baixo isolamento social que a cidade vem registrando desde o início da quarentena e que nos últimos dias tem ficado em torno de 46%, quando o ideal seria 70%.

“A morte nos constrange”, disse o secretário de Saúde, Cármino de Souza. “Ficamos muito chateados com tudo isso”, afirmou ele. “Seguramente, estamos vivendo o pior momento da epidemia em nossa cidade e na região”, admitiu.

“O que nós podemos fazer é trabalhar para fazer o melhor em termos de ampliação da estrutura de atendimento e dar melhor atenção possível aos que foram afetados pela doença”, argumentou. “Mas existe um ponto que é fundamental. Nós temos uma arma poderosa, que é o isolamento social”, ensinou. Segundo Cármino o desafio da Covid “é gigantesco” e vai exigir um esforço maior das pessoas.

As mortes

Um dado que chamou a atenção das autoridades sanitárias é que entre os 21 mortos, cinco foram de pessoas abaixo dos 60 anos – e três deles abaixo dos 50. Dos óbitos, porém, apenas três não tinham as chamadas comorbidades – doenças associadas.

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Adagoberto F. Baptista