Publicado 20 de Junho de 2020 - 17h21

Por Agência Brasil


AFP

Na madrugada deste sábado (20) a desembargadora Suimei Cavaleiri, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou o pedido de substituição de prisão preventiva por domiciliar, feito pelo advogado Paulo Catta Preta ao ex- assessor do senador Flávio Bolsonaro ( Republicanos- RJ), Fabrício Queiroz.

Como o processo está sob segredo de Justiça, a íntegra da decisão não foi divulgada. Ainda sem data definida, o mérito do habeas corpus será julgado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal.

Prisão

Na última quinta-feira (18), Queiroz, investigado em um suposto esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio e por lavagem de dinheiro, foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo. A casa onde ele estava pertence a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.

Segundo informações dadas pelo caseiro da propriedade à polícia, Queiroz estava no local havia mais de um ano.

No mesmo dia o ex-assessor foi transferido para o Rio de Janeiro, onde está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, conhecido como Bangu 8. Por causa da pandemia de Covid-19, Queiroz ficará isolado por 14 dias, em uma cela de 6m2, com chuveiro, sanitário e pia.

Em nota, Flavio Bolsonaro se diz 'vítima de grupo político' e nega acusações

Investigado por suposto esquema de "rachadinha" em seu gabinete à época em que era deputado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e citado na ordem de prisão contra Fabrício Queiroz, preso na quinta-feira, 18 o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) divulgou nota neste sábado (20) em que se diz "vítima de um grupo político" e em que reafirma sua inocência.

No texto, Flávio não citou nomes de opositores e tampouco deixou claro qual seria o grupo político do qual seria vítima de perseguição. Ele também não fez referência direta a nenhuma acusação em específico.

"O senador Flávio Bolsonaro é vítima de um grupo político que tem patrocinado uma verdadeira campanha de difamação. Essas pessoas têm apenas um objetivo: recuperar o poder que perderam na última eleição", diz a nota.

"Apesar dos incessantes ataques à sua imagem, Flávio Bolsonaro continua a acreditar na Justiça. Ele reafirma inocência em qualquer das acusações feitas por seus inimigos e garante que seu patrimônio é totalmente compatível com os seus rendimentos. Tudo ficará inequivocamente comprovado dentro dos autos. A verdade prevalecerá", completou o filho do presidente Jair Bolsonaro.

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